É a terceira cratera que se abre na Rua Carlos Affonseca (Reprodução) A construção de um edifício no Gonzaga, em Santos, teve embargo parcial decretado pela Prefeitura de Santos após a abertura de uma nova cratera nas proximidades. A obra do Vitra Gonzaga ocorre na esquina das ruas Carlos Affonseca e Galeão Carvalhal e sofreu a sanção na sexta-feira (25). A construtora Patriani, responsável pela obra do residencial, diz que “a região (...) tem uma rede de drenagem antiga, que nas últimas fortes chuvas têm sido severamente afetada”, assim como locais no entorno da obra do prédio. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O embargo foi implementado pela Secretaria de Obras e Edificações (Seobe) e acompanhado de exigência, a título emergencial, da execução de serviços específicos para promover a estanqueidade e segurança total da obra. No último dia 19 de abril, uma cratera se abriu, após um temporal que atingiu o litoral de São Paulo, na divisa da obra com um prédio residencial e comercial da Rua Carlos Affonseca. “Por se tratar de questões totalmente técnicas, nossa equipe de engenharia está fazendo todas as análises para manifestar os esclarecimentos necessários relacionados ao embargo parcial da obra”, observa a Patriani, em nota. Embargo De acordo com a Prefeitura de Santos, por conta do embargo parcial, a construtora "deverá trabalhar apenas para a conclusão de todo o subsolo, como nas cortinas, amarrações e lajes" do edifício. A Administração Municipal ressaltou que os demais trabalhos permanecem paralisados até que se "ateste a segurança e estabilidade do local". Para isso, será necessária a apresentação de um laudo técnico, que também deverá constatar a segurança de todo o entorno. Outros problemas Em fevereiro deste ano, um outro buraco - de grandes proporções - se abriu em frente à obra, também em meio a uma forte chuva. A situação gerou preocupação entre moradores e motoristas que passavam no local. Na ocasião, a Secretaria de Obras e Edificações (Seobe), da Prefeitura de Santos, confirmou um solapamento do terreno e notificou a empresa responsável para que as providências necessárias fossem tomadas com urgência. Já em janeiro de 2024, um buraco de três metros de profundidade surgiu em meio à obra e, por pouco, não engoliu um carro. Na oportunidade, o Departamento de Controle do Uso e Ocupação do Solo e Segurança de Edificações (Deconte), da Prefeitura, embargou a construção por precaução em relação à segurança dos trabalhadores, pedestres e imóveis no entorno.