Uma longa de fila se formou no cais da Marinha. que recebeu o principal navio da esquadra brasileira (Alexsander Ferraz/AT) A longa fila não foi problema para quem foi ver o Navio Aeródromo Multipropósito (NAM) Atlântico, neste domingo (6). Ancorado no cais da Marinha, no Macuco, o principal navio (o capitânia) da esquadra brasileira atraiu 10.987 visitantes nos períodos da manhã e da tarde e, mesmo com grandes filas, fisgou olhares de crianças e adultos. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Para nós, é sempre importante estar em Santos, o principal porto do Brasil, com esse navio que é o principal vetor da Força de Intervenção Marítima da Marinha e da nossa Amazônia Azul”, afirma o comandante da embarcação, o capitão de mar e guerra José Paulo Machado de Azeredo Júnior. Segundo ele, o Atlântico conta, neste momento, com uma tripulação de 850 pessoas. Um contingente que consome, ao todo, 4 mil refeições em média por dia. Sua autonomia de combustível pode chegar a 60 dias, sem nenhum tipo de reabastecimento. Formação e solidariedade Azeredo Júnior lembra que estão embarcados 250 alunos da Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante. “Nada mais significativo ou representativo do que trazê-los a Santos para que eles vejam onde provavelmente vai ser o porto de muitas manobras desses oficiais”, salienta. O comandante ressalta ainda que o caráter multipropósito do Atlântico o habilita para ações humanitárias e de resgate, como aconteceu nas tragédias das chuvas no Litoral Norte de São Paulo, em 2023, e no Rio Grande do Sul, no ano passado. “Nesse convés de voo, de 208 metros, a gente pode operar com sete helicópteros ao mesmo tempo. E eles podem levar ajuda humanitária e trazer refugiados”, aponta. Um hospital com centro cirúrgico, duas salas de trauma e capacidade de atendimento de até 25 pessoas também é um diferencial. “Ao mesmo tempo que é uma enorme responsabilidade, me sinto absolutamente preparado. E não há oficial na Marinha do Brasil mais feliz do que eu”, define Azeredo Júnior. Para o comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), o capitão de mar e guerra Marcus André de Souza e Silva, a grande presença de público na visitação ao Atlântico é reflexo do entrosamento da Marinha com a população. “É uma alegria muito grande para nós poder, em um domingo bonito, receber as pessoas que são sempre carinhosas com a gente”. Impressões Um exemplo desse carinho veio da contadora aposentada Amabile Schunck, de 80 anos. Ao lado da neta, Bruna Schunck, ela aproveitou a primeira visita a um navio no Porto de Santos. “Eu achei maravilhoso, bem grande. E é bom saber que a Marinha tem algo desse porte”. O analista de sistemas Paulo Roberto Molina Basaglia levou a família para conhecer o navio Atlântico e não se arrependeu. “Achei tudo muito organizado e bonito. Valeu a pena”.