O restauro do imóvel que abrigará o Museu Ferroviário de Santos deve começar em até dois meses, diz o prefeito Rogério Santos (Republicanos). Após o início, a obra, com custo aproximado de R\$ 13 milhões, deverá ser concluída em até 18 meses. O prédio do antigo Armazém de Bagagens e Pátio Ferroviário de Santos, da São Paulo Railway Co., no Largo Marquês de Monte Alegre, no cais do Valongo, será restaurado para integrar o conjunto arquitetônico do Museu. Essa obra está orçada em R\$ 8,7 milhões. O investimento total no Museu Ferroviário, porém, será de R\$ 12,9 milhões, dos quais cerca de R\$ 9 milhões do Estado. Segundo o prefeito, a licitação está em andamento. “Estamos avaliando as propostas. Os envelopes foram abertos, e aproximadamente 60 empresas participaram da licitação. As obras devem começar, no máximo, em dois meses.” Para Rogério Santos, o Museu Ferroviário completa uma tríade representativa do desenvolvimento da Cidade. “Temos o Porto, com o Museu do Porto (da Autoridade Portuária de Santos); o café, com o Museu do Café, e, agora, a ferrovia, com o Museu Ferroviário. A gente optou por instalá-lo na estação do Valongo, que é a primeira estação ferroviária do Estado.” Para o prefeito, o museu terá papel estratégico para o turismo no Centro, por estar diante do Museu Pelé, ao lado do novo terminal de passageiros e conectado ao Porto Valongo por um bulevar. Acervo será ampliado, incluindo peças doadas que terão restauro (Alexsander Ferraz/AT) Acervo A obra será gerenciada pela Secretaria de Obras e Edificações, responsável também pela compra de locomotivas, carros de passageiros, de dois truques e de uma réplica de bonde, que integrarão o acervo. Parte do material já pertence ao Município, mas o acervo será ampliado, incluindo peças doadas que terão restauro. Obra Conforme a Administração, a intervenção começará pela retirada de pisos cerâmicos, azulejos e alvenaria interna, seguida da execução de fundações, estrutura e fechamentos. A argamassa da fachada, elementos decorativos e de revestimento serão recuperados. Na pintura, se usará uma técnica para o resgate de cores originais. Os caixilhos de madeira e vidro serão preservados e restaurados, e a cobertura passará por serviços de recuperação e impermeabilização. Haverá, ainda, novas instalações hidráulicas, elétricas, de telefonia e rede lógica, e sistemas de combate a incêndio e de proteção contra descargas atmosféricas. Também estão previstas a instalação de bancadas, mobiliário e obras externas de pavimentação e paisagismo.