O casarão que abriga o Museu de Pesca foi construído em 1908 e fica na Ponta da Praia, em Santos (Vanessa Rodrigues/AT) Fechado desde outubro de 2022, o Museu de Pesca de Santos, localizado na Avenida Rei Pelé, na Ponta da Praia, segue sem uma previsão exata para sua reabertura. Conforme noticiado por A Tribuna em fevereiro, a expectativa do Governo do Estado era de que o equipamento voltasse a receber visitantes ainda neste ano. Procurada novamente pela Reportagem, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, responsável pelo museu, não informou se o prazo está mantido ou se há uma nova data. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em nota, a pasta limitou-se a dizer que as intervenções no prédio acontecem “com a maior celeridade possível, respeitando todos os critérios técnicos para garantir a integridade do patrimônio histórico e científico”. O equipamento passa por obras de revitalização que incluem a melhoria dos sistemas elétrico e hidráulico em todo o edifício. Questionada sobre o que falta para que o museu seja reaberto, a secretaria não deu respostas. A pasta informou que estão sendo investidos R\$ 1,2 milhão nos serviços, e que o acervo com cerca de 1.400 itens está totalmente preservado nas dependências do prédio, sob “rigorosas condições de conservação”. Atrasos Em 2023, o Governo de São Paulo havia informado para A Tribuna que o equipamento ficaria fechado até março daquele ano para a reforma, que abrange também os prédios do Centro de Pesquisa Avançada do Pescado Marinho. No ano seguinte, em outra reportagem, a secretaria responsável pelo museu disse que o prazo de reabertura havia sido redefinido para novembro. Em fevereiro deste ano, a pasta explicou que o adiamento na entrega das obras de revitalização era causado pela complexidade das intervenções no prédio, que é patrimônio histórico, feitas de modo a respeitar critérios técnicos e legais. Histórico O casarão que abriga o Museu de Pesca foi construído em 1908, sobre os vestígios de uma antiga fortificação do século 18. Inicialmente, o prédio sediou a Escola de Aprendizes-Marinheiros e, a partir de 1933, passou a funcionar como Instituto de Pesca Marítima. Atualmente, o museu reúne um acervo composto por exemplares de peixes, crustáceos, aves e mamíferos marinhos, apresentados tanto em ossadas quanto em peças taxidermizadas. Um dos destaques da exposição aberta ao público é o esqueleto de uma baleia-fin (Balaenoptera physalus), com impressionantes 17 metros de comprimento e cerca de sete toneladas.