O inseto tema cerca de seis centímetros de comprimento (Divulgação) Um morador de Santos, no litoral de São Paulo, ficou espantado ao encontrar uma grande mosca na cozinha de seu apartamento, no bairro Ponta da Praia. O episódio, registrado em vídeo e repercutido na região, ganhou destaque não apenas pelo tamanho incomum do inseto, mas também porque levantou o alerta sobre uma espécie pouco comum em ambientes urbanos. Trata-se da mosca‑madeira, pertencente à família Pantophthalmidae, considerada entre as maiores moscas conhecidas no mundo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso em Santos O inseto teria cerca de seis centímetros de comprimento, o que despertou imediato espanto no morador que o encontrou. Ele contou ter percebido primeiro um vulto estranho ao acender a luz da cozinha, acreditou até se tratar de um besouro ou outro tipo de inseto grande, e pouco depois constatou tratar-se de uma mosca gigantesca. A espécie foi capturada em um pote transparente com furações para ventilação e dali liberada em uma área com vegetação próxima ao porto, segundo o morador. Conheça a mosca-madeira A mosca-madeira, ou mosca-da-madeira, pertence ao gênero Pantophthalmus tabaninus, e integra a família Pantophthalmidae, cujos membros são descritos como “uma das maiores moscas do mundo” na literatura Tamanho: em espécimes femininos de Pantophthalmus tabaninus, já foram registrados comprimentos superiores a 5 cm. Algumas referências falam de seis centímetros ou mais de envergadura. Habitat e ciclo de vida: as larvas são xilófagas, ou seja, vivem dentro de madeira viva ou morta, escavando galerias nos troncos de árvores onde se desenvolvem. Os adultos têm vida curta, focada na reprodução, e não se alimentam ativamente. Distribuição: São encontradas na região neotropical, inclusive em São Paulo, o que faz da aparição no litoral paulista algo raro, mas possível. Potencial de impacto: Apesar de inofensivas aos seres humanos, elas não picam e nem causam doenças. Suas larvas podem danificar madeira e até representar preocupação florestal ou agrícola em ambientes específicos. Registro em ambiente urbano A ocorrência em Santos não é habitual para a espécie, que prefere ambientes mais verdes, florestais ou menos alterados. Espanto e conscientização – O tamanho impressionante e o nome “mosca-madeira” geram curiosidade, mas também chamam atenção para a biodiversidade local e para a necessidade de estudos. Sinal de ecossistema vivo – A presença de uma espécie rara pode indicar certa preservação ou conectividade de habitats, ou algum impacto ambiental recente. Prevenção e informação – Saber que a espécie não representa risco à saúde humana ajuda a evitar pânico, enquanto estimula o entendimento sobre ecologia e insetos.