Moradores relatam histórico de ruídos estranhos em subestação da CPFL em Santos

Vinhança diz que está acostumada a ouvir barulhos semelhantes ao da explosão que vitimou um trabalhador, na quarta-feira

Por: De A Tribuna On-line & Egle Cisterna &  -  01/11/18  -  10:26
Subestação está localizada na Rua Armando Salles de Oliveira, no Boqueirão
Subestação está localizada na Rua Armando Salles de Oliveira, no Boqueirão   Foto: Nirley Sena/AT

O acidentecom um trabalhador na subestação da CPFL Piratininga, no Boqueirão, em Santos, na quarta-feira (31), levantou uma preocupação da vizinhança do local. Os moradores estão acostumados a ouvir barulhos semelhantes ao da explosão e se dizem apreensivos.


A dona de casa Benedita Amparo Gonçalves, de 85 anos, mora em frente e diz que muitas vezes já foi acordada no meio da noite com as ocorrências. “A gente sempre se assusta”.


Outro preocupado é o jornaleiro João Alberto. “Trabalho há 20 anos aqui e sempre teve explosão, mas nunca soubemos de ninguém ferido. Nos últimos tempos, a coisa diminuiu bastante”.


Por nota, a CPFL alega, em relação aos barulhos, quenão há registros de outros acidentes ou explosões na subestação e que “os ruídos que a população do entorno pode eventualmente escutar são característicos da operação do sistema”.


Ubirajuí José Pereira, que é secretário-geral do Sindicato dos Urbanitários de Santos e Região, entidade que representa dos trabalhadores do setor, descarta que o ruído frequente seja de explosões. “Se ocorressem essas explosões, as pessoas perceberiam isso pela falta de energia. A subestação é segura para quem está no entorno”.


  Foto: Nirley Sena/AT

Acidente


O acidente deixou 44 mil moradores de Santos sem luz. Por volta das 10h30, um funcionário terceirizado da concessionária, de 24 anos, fazia serviço de recuperação da infraestrutura do local, na Rua Doutor Armando Salles de Oliveira, quando houve uma explosão.O serviço foi restabelecido às 11h03.


“Ele caiu de uma altura de 6 metros, mas estava consciente. Não lembrava do que aconteceu exatamente, mas se recorda de uma bola de fogo que o teria arremessado”, conta um funcionário que não quer se identificar.


Devido à ocorrência, Gonzaga e Boqueirão ficaram sem energia por 30 minutos. A vítima, que teve 55% do corpo queimado, foi levada pelo Samu à Santa Casa de Santos, onde permanecia, até o final da tarde de ontem, em estado grave na emergência do hospital. A previsão é de que ele seja transferido para a UTI.


Por nota, sem explicar o motivo do acidente, a CPFL afirma investigar o caso com a “empresa contratada para que situação seja esclarecida o mais breve possível”.


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