Asfalto foi retirado e não houve reposição, queixam-se moradores (Vanessa Rodrigues/AT) Buracos, poeira, lama e incertezas. Esse é o cenário enfrentado por moradores e comerciantes do Macuco, em Santos, devido a uma obra que, segundo relatos, se arrasta há meses. Na Rua Rodrigo Silva, entre as Avenidas Siqueira Campos (Canal 4) e a Rodrigues Alves, o asfalto foi retirado e não houve reposição. O mesmo ocorre em trechos das ruas José do Patrocínio e Santos Dumont. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Está demorando demais”, diz Valmir Cosme, de 79 anos. Ele convive com lama na porta de casa e reclama da poeira deixada por caminhões: “Quando passa, invade tudo”. Na casa do aposentado Antônio Felipe Biaggi, de 76 anos, a limpeza é diária. “Passo o pano à noite e, de manhã, a mesa já está cheia de pó.” Segundo ele, também vaza água na rua há pelo menos duas semanas. A comerciante Letícia Menezes, de 46 anos, sofre com a sujeira que atrapalha o serviço automotivo. “Preparo o carro e, se o cliente demora, tenho que limpar de novo. Fica coberto por terra.” O motorista Luiz Fernando, que trabalha em um pátio na região, afirma que a obra prejudica a logística e o trânsito de caminhões. “Tem que fazer duas, três manobras porque a via ficou mais estreita. Já vi caminhão cair em buraco.” Para o morador Roberto Wichmann, de 85 anos, o transtorno é a poeira. “A gente fecha a casa toda, mas ainda entra.” Valmir Cosme, com lama na porta (Vanessa Rodrigues/AT) Posicionamento Em nota, a Prefeitura informou que a empreiteira teve problemas na execução do projeto, e a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos a notificou várias vezes. Os serviços foram retomados e estão na fase de assentamento de tubulações para melhorias no sistema de drenagem, com previsão de término em 20 dias. A pavimentação será após essa etapa. Por parte da Sabesp, a empresa finalizará a pavimentação entre a Rodrigo Silva e o Canal 4, em data a combinar com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Houve melhorias na rede de saneamento nos pontos em obras da Prefeitura, de acordo com a empresa. Uma placa com dados da obra, a “fase 1” de pavimentação em vias do Macuco, aponta que todo o serviço deve terminar até fevereiro, ao custo de R\$ 5,958 milhões.