[[legacy_youtube_K2UA4CpE4Pc]] A decisão do governador João Doria de implantar a 'fase emergencial' do Plano São Paulo pegou muitos moradores de Santos, no litoral de São Paulo, de surpresa. A nova etapa indica restrições mais extremas contra o avanço da pandemia do coronavírus, incluindo a proibição de atividades em parques e praias. A decisão foi tomada devido ao aumento do contágio, ocupação dos leitos e mortes por coronavírus e passa a valer a partir de segunda-feira (15). Logo após o anúncio, a equipe de A Tribuna foi para as ruas da cidade repercutir o assunto com alguns moradores. Em geral, a população santista tem a mesma opinião. A decisão, em grande parte, foi tomada, segundo os moradores, por conta da irresponsabilidade de algumas pessoas que continuam promovendo aglomerações e festas clandestinas, abrindo comércios não essenciais e desrespeitando completamente o distanciamento social sem a utilização de máscaras. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Entre os comerciantes, o sentimento é de muita tristeza e de preocupação com uma possível quebra. Um deles é Israel Peixoto, que sente os efeitos da pandemia nos próprios negócios há vários meses. Apesar disso, ele reconhece a necessidade de endurecer as regras para que a situação seja revertida mais rapidamente. “Não adianta nada ir trabalhar, tirar a rua na máscara e depois chorar que perdeu o emprego. Saúde e economia estão ligadas. Tem que se proteger no emprego e fora”, afirma. [[legacy_image_63080]] De acordo com o músico Cássio Peixoto, que por conta da pandemia também tem atuado como motorista de Uber, o reforço na fiscalização é extremamente bem-vindo. Para ele, a flexibilização poderia trazer ainda mais dor e sofrimento para famílias da Baixada Santista. “Eu acho que a fiscalização é a chave. Eu acho que tem que ter punições mais severas. Mas não sou a favor do lockdown por causa da situação econômica que o povo vai viver, porque a gente já está em uma margem de pobreza muito grande e tem gente que está caindo da pobreza para a miséria”, desabafa. Muitos moradores acreditam que apesar das medidas mais restritivas, a normalidade só vai ser possível com uma ampliação da vacinação que, até o momento, caminha a passos curtos no País. A situação em Santos, porém, é melhor, com um ritmo muito acima da média do estadual. “A história do fechamento de tudo está se repetindo. A gente voltando para o estágio que estávamos há um ano. Eu acho que alguma coisa está errada. Todos devem ser vacinados, as vacinas tem que ser para todo mundo, para toda população”, finaliza a comerciante Ciomara Lopes. Segundo o coordenador do Centro de Contingência da Covid-19, Paulo Menezes, as novas restrições vão afetar 14 atividades, impactando quatro milhões de empregos. O objetivo é desmotivar ainda mais o fluxo e contato entre as pessoas. Supermercados, farmácias e postos de gasolina, por exemplo, estão fora das restrições e seguem funcionando.Além disso, segue valendo o toque de recolher como uma medida de recomendação para que as pessoas não circulem entre 20h e 5h.