Ministro recebeu pedra de quartzo das mãos do diretor jurídico da ACS, Sérgio Fernandes Marques (à esq.) (Sílvio Luiz/AT) Nascido em Santos, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Dias de Moura Ribeiro foi homenageado na noite desta sexta-feira (9), em solenidade na Associação Comercial de Santos (ACS). Indicado para o Prêmio Nobel da Paz em 2020, por sua abordagem humanista nos julgamentos, ele defendeu maior acesso à Justiça por parte da população, mas sem o que chama de “demandas abusivas”, que congestionam a magistratura. “Fui o relator de um processo sobre essa questão. Isso precisa ter um freio. O problema não é o custo disso. Com o julgamento que o STJ fez, que deixou assentada a impossibilidade e a inviabilidade desse tipo de demanda, isso tende a refrear um pouco os ânimos”, acredita Moura Ribeiro. Sobre as razões que levaram à indicação ao Nobel, ele cita um trecho da música Disparada, composição de Geraldo Vandré e Theo de Barros e imortalizada na voz de Jair Rodrigues, que toma como referência de vida: “Porque gado a gente marca / Tange, ferra, engorda e mata / Mas com gente é diferente”. “Seja o que for, quem entra na Justiça sabe o quanto é importante ter uma resposta”, explica. Ele recebeu uma pedra de quartzo das mãos do diretor jurídico da ACS, Sérgio Fernandes Marques. A peça, com o título Olhar do Tempo, de autoria do artista plástico Ramon Azerra, faz alusão à importância do tempo na construção da Justiça. Moura Ribeiro não escondeu a emoção pelo reconhecimento dos mais de 40 anos de magistratura. “É gratificante voltar a Santos, onde nasci, cresci e advoguei por anos, até fazer meu concurso público para a magistratura, que era o que eu queria da minha vida. Rever amigos depois de muito tempo. Isso tudo é muito gratificante”, resume o ministro. Referência O diretor jurídico da ACS, Sérgio Fernandes Marques, afirma ter Moura Ribeiro como referência jurídica para a Baixada Santista. “Ele é, de fato, um expoente para o mundo jurídico, fonte de citação para muitos advogados. Alcançou um grau de excelência que justifica essa homenagem”, declara. Até ontem prefeita em exercício, a vice Audrey Kleys (Novo) entende que o ministro pode ser um modelo para santistas. “O exemplo dele é uma referência para nossos jovens. Que possam enxergar o ministro e entender que é possível saírem daqui, da nossa casa, pessoas tão ilustres e importantes. Seu papel é não só pela Justiça, mas também social, entendendo o nosso povo.”