Cerca de 2 mil pessoas circulam nos horários de pico da manhã e do final da tarde na ciclovia da Orla (Alexsander Ferraz/AT) Com território plano e malha cicloviária superior a 50 quilômetros – da Área Insular até a Orla –, é possível pedalar pelos quatro cantos de Santos. É dessa forma que muitos santistas se locomovem diariamente, seja a passeio ou para ir trabalhar. É o caso da porteira Laura Maria, que vai da Ponta da Praia ao Centro todos os dias, de bicicleta, pelo Porto. “É mais viável pra mim. Levo uma hora de ônibus; de bicicleta, são 30 minutos.” Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Além de Laura, cerca de 2 mil pessoas circulam nos horários de pico da manhã e final da tarde, por hora, pela ciclovia da Orla, que é a principal da Cidade. A estimativa é da Prefeitura, que pretende expandir a malha cicloviária nos principais eixos de circulação. “Os estudos serão realizados mediante a consolidação do trânsito após o início das atividades da segunda linha do VLT”, explicou, em nota, a Prefeitura. AGILIDADE E SAÚDE A conhecida ‘magrela’ é usada não só por santistas, mas por moradores de outras cidades que trabalham em Santos. É o caso de Thiago Henrique, ajudante de mecânico, que vem de Guarujá. “Faz muito tempo que eu uso a bicicleta, por que ela é mais rápida. Não tem semáforo pra parar”, brincou ele, que atravessa pela balsa. Laura Maria vai trabalhar pedalando, da Ponta da Praia ao Centro. Ela afirma levar meia hora para chegar ao serviço (Alexsander Ferraz/AT) Economizar tempo é a principal justificativa à escolha diária, mas pedalar não deixa de proporcionar uma boa atividade física. “Nem elétrica eu quero: (pedalando), já pratico um esportezinho”, comentou Laura. Santos é conhecida como uma das cidades mais esportivas do Brasil, e incentiva a população a se movimentar, seja com equipamentos esportivos públicos ou com atividades ao ar livre. O primeiro trecho de ciclovia foi inaugurado na Orla, em 2003. A princípio, o objetivo era ser um atrativo turístico e de lazer. Com a expansão, se tornou o caminho diário de muitas pessoas. No começo, o desafio era se acostumar com aquele espaço exclusivo para as bikes. Agora, o desafio é unir a bicicleta com tantos outros modais do tipo existentes: bikes elétricas, patinetes, hoverboards, e skates elétricos, por exemplo. Além disso, é preciso atenção para cruzar ruas e avenidas. “Nunca me aconteceu nada. Eu pedalo há anos. É só acompanhar o fluxo. Você vê os carros virando, para. Você tem brecha, você passa. Tem que ter responsabilidade”, ensina Laura. Regularmente, a CET-Santos realiza campanhas educativas e blitze de orientação para o melhor uso das ciclovias.