Lorenzo descobriu a volta do câncer após fazer quimioterapia por cerca de 8 meses. Ele precisou tirar o globo ocular e hoje se recupera bem (Arquivo pessoal) “De forma leve e feliz, brincando com amigos e primos e adorando ir para a escola”. É assim que Lorenzo Goldsztejn Peres, de 3 anos, morador do Marapé, em Santos, tem enfrentado o retinoblastoma, um câncer no olho esquerdo descoberto quando ele tinha apenas 1 ano e 8 meses, conforme relatado pela mãe. Depois de quase um ano de quimioterapia, Lorenzo parecia vencer a luta contra a doença. Entretanto, em agosto deste ano, a família recebeu a notícia que mais temia: o tumor havia voltado e não havia mais salvação para o olho esquerdo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Agora, em recuperação da cirurgia que removeu o globo ocular, o menino precisa da solidariedade para garantir uma prótese ocular, que custa cerca de R\$ 4 mil e deve ser trocada periodicamente, conforme o seu crescimento. A consultora comercial e jornalista de formação, Letícia Goldsztejn Finco, de 27 anos, mãe de Lorenzo, conta que descobriu o câncer do filho em fevereiro do ano passado, pouco antes do carnaval. Ela explica que o retinoblastoma se desenvolve na parte de trás do olho e foi diagnosticado após uma série de exames de investigação. “O tumor do Lorenzo era o de grau mais avançado, o grau E. De lá para cá, fizemos muitos exames de investigação. E o Lorenzo começou o tratamento de quimioterapia no comecinho de março do ano passado. Foi a primeira quimioterapia dele”, relembra Letícia. Em março de 2023, Lorenzo iniciou a quimioterapia sistêmica, mais agressiva, que o deixou debilitado e fez com que perdesse o cabelo. Foram oito ciclos ao todo, mas até junho daquele ano, não houve evolução. Os médicos chegaram a cogitar a retirada do globo ocular. Em agosto, no entanto, o tumor começou a regredir e o tratamento foi substituído pela quimioterapia intra-arterial, aplicada diretamente na artéria, menos agressiva. Nesse novo protocolo, ele fez mais quatro ciclos. Em novembro, veio a boa notícia: Lorenzo não precisaria mais de quimioterapia, apenas acompanhamento a cada dois ou três meses. Porém, no dia 1º de agosto deste ano, durante um exame de rotina, a família descobriu novos tumores no mesmo olho. “Descobrimos que o tumor havia voltado no mesmo olho e, na verdade, surgiram vários outros focos. Eram novos tumores, não os do ano passado. Não havia mais salvação para aquele olho. O médico falou que não tinha mais jeito, não havia o que ser feito. Precisava mesmo retirar o globo ocular para preservar a vida dele.” No dia 9 de agosto, o menino passou pela cirurgia de retirada do globo ocular. Desde então, segundo a mãe, Lorenzo se recupera bem, mas precisará da prótese ocular, que deve ser ajustada a cada dois ou três meses para acompanhar seu crescimento. “Ele adora ir para a escola, brincar com os primos e amigos. Também é apaixonado por dinossauros”, conta a mãe. Lorenzo faz tratamento no GRAAC, em São Paulo e há custos para levá-lo. Por isso, os pais decidiram criar uma vaquinha para ajudar na aquisição da prótese e nas desepesas. As contribuições podem ser feitas pelo Pix de Letícia: 13 98108-9515. Reflexo branco Letícia aconselha que os pais levem seus filhos ao oftalmologista desde cedo e alerta que sua história pode servir de exemplo para outras famílias. Ela lembra que o primeiro sinal foi um reflexo branco no olho do filho, sintoma comum em casos de retinoblastoma. “No caso do Lorenzo, já estava em estágio avançado. Por isso, é tão importante levar as crianças ao oftalmologista desde cedo. Não é fácil, mas a gente tem que encarar.”