Congestionamento de barcos é a realidade na ponte, localizada na Ponta da Praia, e motiva queixas (Alexsander Ferraz/AT) A Ponte Edgard Perdigão, na Ponta da Praia, em Santos, é motivo de queixas de barqueiros e condutores de escunas por causa da interdição de um píer flutuante, que, ligado à ponte por uma passarela articulada, permite o acesso de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida às embarcações. A situação provoca um congestionamento de barcos. E a passarela apresenta sinais de ferrugem. A mais recente reforma da ponte foi entregue em dezembro de 2023. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Tribuna esteve no local no último sábado, viu de perto o cenário e constatou a grande quantidade de barcos que se acumulam no entorno da ponte, dificultando o tráfego, por exemplo, das escunas que fazem passeios pela região. “As lanchas querem pegar os passageiros e acabam atrapalhando quando a gente vai encostar as escuras. O mesmo ocorre quando a gente vai sair, porque elas ficam bodeando (ficam paradas) e não têm como encostar na parte do flutuante”, aponta o marinheiro Luiz Colle, que trabalha com escunas desde 2014. Integrado por duas plataformas em concreto armado, o píer é formado por duas peças, totalizando 4,80 metros de largura, 12 de comprimento e 1,05 metro de altura, com peso aproximado de 24 toneladas, segundo informações da Prefeitura. Do lado dos barqueiros, a queixa recai sobre a falta de espaço para atracação. O local é afetado pela ausência do flutuante há, pelo menos, cinco meses, diz o presidente da Associação dos Barqueiros da Ponte Edgard Perdigão, Robson Heleno da Costa. “Está atrapalhando muito, porque é para a gente descer pelo píer, e as laterais ficam para as outras embarcações. Nossos barcos são muito baixos e por isso, precisamos dele”, explica. “Agora os barcos ficam acumulados aqui. E, quando a maré está baixa, não conseguimos embarcar as pessoas, porque as escadas (laterais da plataforma) são muito altas. Já o flutuante sobe com a maré. Fora o lodo nos pés das escadas.” Costa lembra que, na temporada de verão, o número de passageiros que usam barcos a partir da ponte sobe muito. “Se não for consertado, que deem outra solução. Só não pode ficar desse jeito.” Explicação Em nota, a Prefeitura informa que as ressacas de outubro passado causaram o rompimento de poitas (blocos pesados de concreto submerso, dotadas de uma alça de ferro, para fixar flutuantes e embarcações sem precisar lançar âncora) do píer flutuante da Ponte Edgard Perdigão. “A primeira parte da obra foi concluída em dezembro e, agora, será feita a fixação das poitas no fundo do mar, para que a operação do flutuante, destinado a pessoas com deficiência, facilitando seu embarque e desembarque, ocorra de forma segura. A escada também se desprendeu, foi resgatada e será reposicionada com o fim das obras”, complementa o Município, que diz fiscalizar o ordenamento das embarcações.