Segundo Gabrielly, a suspensão aconteceu de forma inesperada em 18 de outubro (Reprodução) O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que a Meta, empresa responsável pelo Facebook e pelo Instagram, reative o perfil da influenciadora trans Gabrielly Miguel, conhecida nas redes sociais pelo perfil Casal Maloka. A conta, que reunia quase meio milhão de seguidores, foi desativada em outubro deste ano sob a justificativa de divulgação de apostas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Gabrielly ganhou projeção na internet após viver nas ruas de Santos, no litoral de São Paulo, junto com o então companheiro (veja mais abaixo). No início de 2024, os dois criaram um perfil no Instagram usando o celular de um amigo e, em pouco tempo, passaram a alcançar milhares de seguidores. O relacionamento terminou em maio do mesmo ano, mas ela decidiu seguir sozinha com a produção de conteúdo digital. Perfil suspenso e decisão da Justiça Mesmo após a separação, Gabrielly manteve a rotina de postagens, compartilhando o dia a dia e firmando parcerias com empresas, o que se tornou sua principal fonte de renda. No momento em que a conta foi suspensa, o perfil somava 451 mil seguidores. Diante da desativação, a advogada Bruna Oliveira Mota ingressou com uma ação judicial pedindo a reativação da conta e uma indenização por danos morais no valor de R\$ 12 mil. A juíza Melissa Bertolucci atendeu parcialmente o pedido e determinou apenas que o perfil fosse reativado. A decisão estabelece o prazo de 15 dias para que a conta seja devolvida à influenciadora. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R\$ 50, limitada a R\$ 500. A magistrada avaliou que a Meta apresentou argumentos genéricos sobre as regras da plataforma, sem indicar publicações específicas feitas por Gabrielly que justificassem a punição. O que diz a influenciadora Ao g1 Santos e Região, ela disse que ficou aliviada com a decisão da Justiça e afirmou que nunca publicou conteúdos impróprios. Também destacou que, após a separação, precisou reconstruir o perfil sozinha e que crescer nas redes sociais exige tempo e esforço. Segundo Gabrielly, a suspensão aconteceu de forma inesperada em 18 de outubro. Ela relatou que acordou com a notificação de que a conta havia sido suspensa, pediu a revisão imediatamente e chegou a receber um aviso informando que o perfil tinha sido recuperado. No entanto, ao tentar acessar novamente, foi surpreendida com uma nova suspensão definitiva. Sem acesso ao perfil principal, a influenciadora passou a usar uma conta secundária no formato de diário para manter contato com os seguidores, mas afirmou que sofreu prejuízos financeiros e emocionais, já que o Instagram é sua principal fonte de renda. Gabrielly ganhou projeção na internet após viver nas ruas de Santos, no litoral de São Paulo, junto com o então companheiro (Reprodução/Redes Sociais) Posição da Meta e impactos financeiros No processo, a Meta alegou que a conta foi desativada por divulgação de jogos de azar e pela publicação recorrente de conteúdos relacionados a bullying e assédio. A empresa afirmou que a medida foi tomada de forma legal e pediu que Gabrielly fosse condenada por danos morais, alegando falta de provas de irregularidades por parte da plataforma. Procurada para comentar a decisão judicial, a Meta não respondeu. A influenciadora relatou que mantém parcerias fixas e remuneradas com clínicas de estética e que também tinha um histórico de divulgação com uma clínica de cirurgia plástica, onde mostrava sua evolução pessoal e o processo de recuperação da autoestima após sair das ruas. Segundo ela, a suspensão do perfil comprometeu diretamente esses trabalhos. Gabrielly também explicou que possui outro perfil com 1,5 milhão de seguidores, mas evita utilizá-lo porque parte do público não aceitou o fim do relacionamento anterior e o início de uma nova fase da sua vida.