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Terça-feira

7 de Julho de 2020

IML de Santos tem mais uma etapa rumo ao novo endereço

Equipamento será instalado no Estuário

O Instituto Médico Legal (IML) de Santos está mais próximo de sair do Saboó e ser instalado na nova sede, na Rua Bernardo Browne, 122/124, no Estuário. O Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), obrigatório para que o local possa funcionar, foi protocolado na prefeitura na última sexta-feira (13).

O Governo do Estado aguarda a aprovação do documento para fazer a mudança. A administração municipal não informou o prazo para a análise do EIV.  

A Tribuna esteve no endereço do Estuário e constatou que a reforma foi praticamente concluída, o imóvel já está até pintado por fora, restando apenas detalhes, como portões e janelas.  

A Reportagem vem acompanhando o andamento dos trabalhos e mostrando as muitas críticas de vizinhos e vereadores da cidade, porque o novo prédio ficará em área residencial. Prefeitura e estado ignoram os apelos e seguem com o trâmite.  

O município afirma que a atividade é permitida no local, já que é um equipamento público relacionado à segurança e a lei municipal classifica como atividade especial, autorizando o funcionamento.

Contrariados  

O vereador Sérgio Santana (PL) é totalmente contrário ao IML no Estuário, já fez audiência pública sobre o assunto e garante que a Câmara não permitirá a mudança. Ele discorda da prefeitura.  

“Com a Lei de Uso e Ocupação do Solo [LUOS] atual não pode ter IML no local. Para que pudesse ter, tem que mudar a lei. Logicamente, se isso aparecer na Câmara, vai ter confronto. Temos moção apoio assinada por todos os vereadores a favor da população. Vai ter resistência”.

A dona de casa Tereza Rodrigues, de 67 anos, mora desde que nasceu em uma casa em frente ao futuro IML. “Não quero isso aqui, vai dar problema. Vem cadáver para aí, vai ficar cheirando. É rua que sempre foi tranquila, poderia ter tudo, menos IML. Eu pago uma nota de IPTU, que já chegou [mostra o carnê] e o retorno é esse?”.  

A aposentada Laurinda Maria de Godoy Camargo, de 51 anos, mora há 20 anos ao lado do local. “É um absurdo, só tem residência nessa rua. Tanto espaço vazio na Cidade e vão fazer numa área residencial? Isso deve ser acerto político com algum empresário. A gente tem medo, são corpos, drogas que guardam no IML”.

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