Cortejo com a imagem de Nossa Senhora do Monte Serrat reuniu centenas de devotos na tarde deste sábado (30) (Alexsander Ferraz/AT) A fé e a emoção se misturaram mais uma vez em Santos, neste sábado (30), com a descida da imagem de Nossa Senhora do Monte Serrat. O cortejo, acompanhado desde a capela, no alto do morro, até o seu sopé, teve centenas de fieis. Nem mesmo o tempo encoberto venceu o ânimo de quem desceu os 402 degraus - e de quem aguardava lá embaixo, desde o meio da tarde, rezando o terço e alimentando a expectativa por ver de perto a Padroeira de Santos. “Nossa Senhora sempre está protegendo a cidade, guardando todos nós, com seu manto sagrado”, define a funcionária pública aposentada Maria de Fátima Crispim Freitas, de 66 anos. Moradora da Pompeia, em Santos, ela conta que a devoção por Nossa Senhora vem desde quando morava em Itanhaém. Só foi mudando a representação da mãe de Jesus. “Ela sempre esteve na minha caminhada, Nós éramos da Capela Nossa Senhora das Graças, viemos para a Nossa Senhora Aparecida e agora nós estamos na Nossa Senhora do Rosário de Pompeia”, conta. Perto dali, a dona de casa Jéssica Gonçalves da Silva, de 34 anos, veio do Sambaiatuba, em São Vicente, reforçar a gratidão à Nossa Senhora do Monte Serrat por uma graça obtida por sua filha, Maria Flor, de 8 anos. “Os médicos falaram que ela iria nascer sem os braços e pernas. Fiquei em desespero. Aí eu a ‘entreguei’ para Nossa Senhora do Monte Serrat. E ela veio inteira, com saúde”, conta. Os moradores do Monte Serrat também se mobilizam para a passagem da imagem. Mesmo quem tem quase 50 anos na comunidade fica indiferente à celebração. “Somos muitos unidos, todos se ajudam. Frequento a missa todo domingo, e não consigo explicar a emoção”. Emoção e fé marcaram as homenagens para a Padroeira de Santos (Alexsander Ferraz/AT) Data marcante Para o bispo diocesano de Santos, dom Tarcísio Scaramussa, que celebrou missa na noite de ontem na Paróquia Santa Margarida Maria, a homenagem à Nossa Senhora do Monte Serrat significa a presença de Maria com o povo, que continua peregrinando neste mundo, anunciando a alegria do amor de Deus. “Este ano celebramos com entusiasmo particular, pois é o ano do jubileu do 2025, ano do nascimento do Senhor, que nos convida à esperança. Somos peregrinos de esperança”. Ele destaca, ainda, a ida da imagem até a Zona Noroeste, ainda fragilizada por dois incêndios graves, no Dique da Vila Gilda, no espaço de um mês. “São famílias desabrigadas. A solidariedade do povo tem aliviado tanto sofrimento”. Programação Neste domingo (31), na Catedral, haverá missas às 10 horas, com o bispo coadjutor, dom Joaquim Mol; às 12 horas, com padre Adriano Silva; às 16 horas, com padre Francisco Ediran Nunes, e, às 19 horas, com párocos da Igreja Nossa Senhora da Assunção e do Santuário Santo Antônio do Valongo. O novenário será às 18h45.