Vegetação na Ilha Urubuqueçaba tem sido alvo da ação de invasores do espaço (Arquivo Pessoal) A Ilha Urubuqueçaba, na divisa entre Santos e São Vicente, voltou a chamar a atenção neste domingo (30). Um dia após a força-tarefa da Guarda Civil Municipal (GCM) de Santos, junto com a Polícia Militar Ambiental e a empresa Terra Santos, onde foi feita operação para combater crimes contra o meio ambiente, fumaça voltou a sair do meio da vegetação do local. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Por volta das 11h30, o fogo foi visto desde bairros distantes, como o Embaré, até bem de perto, por surfistas que frequentam a área. Mais: eles afirmam que o problema de ocupação irregular do local não é algo recente. Picuruta Salazar e outros surfistas mostram a quantidade de lixo recolhida no ano passado: ação recorrente (Arquivo Pessoal) “No final do ano passado, eu fiz uma ação junto com a turma aqui do Quebra Mar. Fomos lá e havia um chileno morando lá. Chamamos a Polícia Ambiental, mas nós desmontamos a “casa” dele e limpamos tudo. Tinha sofá, panela...Foi quase um caminhão de sujeira. E agora, voltou a ter esse tipo de situação. Deveria ser proibido subir ali”, afirma o multicampeão de surf Picuruta Salazar. De acordo com a Prefeitura, na ação deste sábado (29), um homem foi encontrado morando no local em uma cabana improvisada. A equipe ofereceu atendimento da área de desenvolvimento social ao invasor da ilha, mas ele negou. Não há informações, entretanto, se a mesma pessoa é responsável pelo fogo notado neste domingo (30). “Na realidade, aquilo ali pode ter sido do morador que estava ali. Pode ter feito uma fogueira para esquentar alguma comida, alguma coisa. Não apagou o fogo direito, bate o vento – uma pequena brasa ou um cigarro jogado, em um lugar como esse, somado ao clima seco e um vento leste que vem da Ponta da Praia, é a combinação perfeita para o fogo se alastrar”, acrescenta Salazar. "Não existe histórico de incêndio na Ilha Urubuqueçaba. Embora estejamos atravessando um período de intensa seca e calor, não existem focos de incêndio em matas da região, o que nos leva a supor que esses incêndios sejam criminosos. Assim, a alternativa tem que ser preventiva e não corretiva. Porém, uma vez iniciado o incêndio, o combate tem que ser por lanchas dedicadas para combate a incêndio marítimo, podendo ser também utilizados os rebocadores da região", afirma o professor e coordenador dos cursos de segurança do trabalho e gestão ambiental da Unisanta, Elio Lopes. Em nota, a Defesa Civil de Santos informa que o Corpo de Bombeiros já foi acionado.