O Pix foi feito pelo filho do cunhado de Sandra (Arquivo pessoal) A supervisora de RH e perita trabalhista Sandra Regina Martins, de 66 anos, vive um impasse com o aplicativo de transporte Uber desde setembro do ano passado. Segundo a moradora de Santos, uma corrida entre as cidades de Arujá e São Paulo foi paga via Pix pelo filho de seu cunhado diretamente ao motorista, mas, mesmo após o pagamento, a cobrança seguiu ativa na plataforma. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso aconteceu em 19 de setembro de 2024. A corrida foi solicitada pela conta de Sandra às 18h21 e o Pix foi realizado às 19h06, no valor combinado com o condutor. A passageira afirma que não teve problemas no momento da viagem, mas, ao tentar utilizar o aplicativo semanas depois, descobriu que havia uma cobrança pendente. E por conta disso, sua conta estava bloqueada para novas solicitações. "Fiquei sem conseguir chamar Uber desde então. Sempre que preciso tenho que pedir para alguém do trabalho chamar por mim. É muito constrangedor", lamenta. Ela conta ter feito reclamações por meio do próprio aplicativo e do site Reclame Aqui, mas não obteve resposta. "A resposta que me deram foi que eu havia perdido o prazo para contestar. Mas como assim se já estava pago e tenho comprovante! Isso é um absurdo", afirma. Moradora de Santos, Sandra trabalha durante a semana em Arujá, próximo a São Paulo, e devido à sua logística, tem dificuldades para buscar suporte presencial ou entrar com uma ação judicial. "Me orientaram a procurar o Juizado de Pequenas Causas, mas só consigo ir a Santos nos fins de semana". "É um sentimento de indignação. A gente cumpre com as obrigações, paga tudo certinho, e ainda assim é penalizada por erro ou má-fé de terceiros". Outro lado Por meio de nota, o Uber disse que solucionou o caso e a cobrança foi retirada da conta de Sandra. Além disso, a empresa reforçou que o pagamento por Pix deve ser feito diretamente pela plataforma.