A irregularidade do hotel do Gonzaga está na ampliação de dois andares sem as devidas providências municipais (Divulgação/ Atlântico Golden Hotel) O pedido de regularização da expansão dos andares construídos de forma irregular no Atlântico Golden Hotel, no Gonzaga, em Santos, litoral de São Paulo, está em fase de análise das secretarias da Prefeitura, segundo o Ministério Público do Estado (MP-SP). O caso começou após uma denúncia anônima recebida pelo MP no ano passado. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Prefeitura de Santos havia negado o pedido de regularização da ampliação dos andares no dia 7 de julho deste ano. Após isso, os responsáveis pelo hotel, localizado na Rua Tibiriçá, tiveram até 15 dias úteis para apresentar recurso contra a decisão, a partir da publicação do despacho de indeferimento no Diário Oficial. Segundo o Ministério Público, no dia 26 de agosto, a Secretaria Municipal de Obras e Edificações (Seobe) informou que um profissional do hotel apresentou argumentos no pedido de legalização de obras, mas, por se tratar de interpretação da Lei de Uso e Ocupação do Solo da Área Insular de Santos (LC 1187/2022), foi solicitada manifestação do Departamento de Desenvolvimento Urbano e da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade sobre a procedência dos argumentos apresentados. Porém, o processo administrativo ainda não retornou à Seobe. De acordo com o MP-SP, “foi determinado que se aguarde por mais 60 dias (contados do despacho do dia 27 de agosto), após o que será oficiado novamente ao Gabinete solicitando informações atualizadas”. Além disso, o Ministério Público do Estado contou que acompanha as medidas adotadas pela Prefeitura, pois, de acordo com o MP-SP, o poder de polícia administrativa para observância das normas urbanísticas é do município. O Ministério Público atuará diretamente no caso se não houver ação da Administração Municipal. A Prefeitura de Santos informou que o processo n° 2168/2025-18, pedindo a legalização do acréscimo de construção do hotel, continua em análise. Segundo o município, após o indeferimento do pedido no dia 7 de julho, os responsáveis pelo hotel apresentaram recurso no dia 15 do mesmo mês. Atualmente, o processo referente à legalização está na Seção de Cadastro Imobiliário (Secatri), ligada à Secretaria de Finanças e Gestão (Sefin), para anexar outros procedimentos aprovados, possibilitando a verificação dos parâmetros observados, segundo a Prefeitura. Além disso, o processo n° 62.647/2024-58 corre em paralelo para continuidade das providências administrativas. Ou seja, atestar o cumprimento ou não da intimação para demolição ou recomposição. "Este processo está dentro do prazo de 30 dias para resposta, aguardando a conclusão da análise do processo que pede a legalização da construção", informa a Administação Municipal.