Justiça determina que Estado e Prefeitura se manifestem neste mês sobre planos à Hospedaria, erguida em 1912 e abandonada há décadas (Arquivo AT) Sob uma ordem judicial para que se apresentem respostas objetivas, ainda neste mês, sobre o futuro da Hospedaria dos Imigrantes, na Vila Mathias, em Santos, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) propõe restaurar o prédio e fazer dele um espaço misto, com moradias e exploração de aspectos culturais e turísticos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O projeto não está pronto nem se mostraram prazos e custos previstos. O que há é um estudo, apresentado na sexta-feira de manhã no Paço Municipal santista, para construção de prédios com 286 apartamentos (182 com dois quartos, 52 com três e 52 com um dormitório), 40 lojas, 87 salas comerciais, um cinema e uma quadra poliesportiva, todos cercados pelas paredes da Hospedaria. Pertencente ao Estado, o prédio é tombado interna e externamente pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa). “A partir de agora, a companhia vai desenvolver os projetos para a revitalização da área, seguindo a legislação vigente. A concepção do projeto também leva em consideração os princípios técnicos consagrados para o restauro de bens tombados e sua preservação”, disse a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade acrescentou: “Trata-se de um estudo preliminar e também será necessária a análise do Condepasa, da Prefeitura de Santos e da sociedade civil”. E esperou que se conciliem “a preservação do patrimônio histórico e a promoção de habitação de interesse social”. “Há uma ação judicial em andamento, promovida pelo Ministério Público (Estadual), e será necessário levar a proposta para este processo”, citou. Ao apresentar a ideia, a diretora de Projetos e Programas da CDHU, Maria Teresa Diniz, disse que “nossa missão é resgatar esse edifício e devolver à população um espaço vivo, que mantenha sua memória e, ao mesmo tempo, responda às necessidades da cidade de neste domingo (2), com vida urbana ativa e acessível a todos”. “Queremos que este projeto não seja apenas um marco visual, mas um centro pulsante de convivência, onde famílias morem, empreendedores atuem, o turismo se fortaleça e a cultura se instale”, declarou o prefeito Rogério Santos (Republicanos).