Visitar o imóvel antes de realizar qualquer pagamento é uma das dicas (Carlos Nogueira/Arquivo AT) Nos períodos de temporada de verão e feriados, os golpes conhecidos como "falso aluguel" aumentam consideravelmente. "Em Santos e região, não é diferente", afirma o advogado criminalista Ricardo Duran. Esses golpes são aplicados pela internet, onde criminosos anunciam imagens de propriedades, muitas vezes retiradas de sites de corretores e imobiliárias, por um preço atrativo. Antes que a vítima tenha a oportunidade de visitar o local, o golpista solicita valores adiantados para garantir a locação, alegando uma grande procura pelo imóvel abaixo do valor de mercado. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Entre os "sinais clássicos do golpe", Ricardo destaca: "preços muito abaixo dos valores praticados no mercado; justificativas ou recusas para não mostrar o imóvel pessoalmente; pressa ou urgência demonstrada pelo locador para fechar a locação; o mesmo anúncio aparecendo em diversos sites, mas com nomes e valores diferentes; e a comunicação realizada exclusivamente por WhatsApp ou e-mail." Segundo o advogado, para evitar cair em tais golpes, é essencial tomar alguns cuidados, como: "visitar o imóvel antes de realizar qualquer pagamento; verificar a identidade do locador e a posse do imóvel; sempre ler o contrato com atenção; e confirmar se o valor da locação está dentro da média do mercado". De acordo com o criminalista, as penas que se aplicam aos golpistas, entre outras, incluem "estelionato, associação criminosa, uso de documentos falsos, falsidade ideológica, falsidade de documento particular e fraude eletrônica." Grande parte dos crimes ocorre pela internet (AdobeStock) Nesses casos, o advogado orienta que as vítimas registrem um boletim de ocorrência e reúnam o máximo de documentos possíveis, como: "cópias das conversas com o golpista por WhatsApp, capturas de tela ou link do anúncio com nomes e fotos, comprovantes de pagamentos realizados, identificação da conta bancária utilizada pelo golpista e outros dados relevantes." Ricardo Duran também informou que "as plataformas de anúncios devem ter mecanismos de denúncia, filtros e políticas contra fraudes e, dependendo do caso, podem ser responsabilizadas judicialmente, tanto na esfera criminal quanto na civil." Por fim, o advogado ressalta que "proprietários ou corretores que tiverem seus imóveis incluídos em anúncios falsos devem agir rapidamente, registrando um boletim de ocorrência para evitar prejuízos a terceiros e comunicando imediatamente as plataformas de anúncio."