Fiéis comemoram retorno das celebrações presenciais em Santos

Catedral abriu as portas nesta terça-feira com diversas preocupações sanitárias

Discretamente, a aposentada Silvia Rubano, 63 anos, olha as imagens da Catedral de Santos e faz uma reza silenciosa. Ela pede que a filha faça um bom parto. O neto nascia naquele momento, mesmo dia em que a Igreja Católica retomou as celebrações presenciais na região.

Silvia estava no Centro para resolver questões pessoais, com a irmã, a pesquisadora Silvana Turci, 60, que é de Niterói, no Rio de Janeiro. As duas foram juntas e se sentiram felizes de poderem entrar numa igreja novamente. “Eu moro próximo à Igreja do Embaré, mas aproveitei que estava no Centro. A fé é algo importantíssimo até mesmo para nossa saúde mental”, afirma a aposentada. 

Para Silvana Turci, a fé é movida pelo desejo. Desejo de que as coisas melhorem, por paz, tranquilidade. “É importante esse contato para trazer qualidade de vida mental. Acho que nesse tempo de pandemia, é uma das coisas mais importantes”, reforça a pesquisadora. 

Maria Aparecida, de 73 anos, comemorou o retorno a uma celebração após quatro meses em casa. “Estou muito feliz, é reconfortante poder assistir uma missa novamente. Precisamos da fé para nos mover”, afirma aposentada. 

O servidor público Carlos André Conceição foi à celebração por conta da missa de sétimo dia de um tio. “Acho importante, com retorno cuidadoso, claro. A fé é imprescindível para manter uma qualidade de vida”.

Aos poucos

O padre da Catedral, Claudenil Moraes da Silva, diz que a presença física é importante para as pessoas, mas o retorno deve ser muito cuidadoso. “Ainda precisamos reforçar os cuidados. Mas certamente estar fisicamente na igreja é importante para os fiéis”, diz.
Até domingo, a Catedral manterá as missas às 9 horas e às 18 horas.

Na Igreja Nossa Senhora do Rosário, a celebração será de segunda a sábado, ao meio-dia. Na Igreja Santa Josefina Bakhita, às 8h e às 19h, todos os dias. No Santuário Nossa Senhora do Monte Serrat as missas serão às 8h, todos os dias. Por fim, na Igreja Senhor Bom Jesus da Ilha Diana, nas sextas-feiras, às 16 horas.

Na Catedral, há avisos por todos os lados quanto aos cuidados para higienização. Na entrada, é aferida a temperatura e disponibilizado álcool em gel. Os bancos são alteranados, para garantir distanciamento.

“Manteremos somente as celebrações. As outras atividades todas não devem retornar esse ano”, avalia o padre, citando encontros de corais, catequeses, entre outras que geram aglomeração. “Neste momento, é preciso pensar no coletivo. É muito triste ver pessoas não se importando com distância, indo para a praia sem máscara, fazendo grupos. Temos que nos resguardar e respeitar as orientações de saúde”.

 

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