Conforme a Sabesp, solução dos problemas de abastecimento ocorrerá pelos programas Água Legal e Se Liga na Rede, ambos da empresa (Alexsander Ferraz/ Arquivo/ AT) Os bairros da Zona Noroeste de Santos devem ter seus problemas de abastecimento de água e saneamento básico resolvidos em cerca de dois anos. Assim disse o engenheiro Andrenandes Sincerre Gonçalves, gerente do Departamento de Manutenção e Serviços Operacionais da Sabesp, durante audiência pública, na Câmara Municipal, em 6 de junho. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O engenheiro explicou que o atual contrato da companhia com a Prefeitura, vigente desde julho do ano passado e decorrente da desestatização da Sabesp, prevê saneamento de forma universal, inclusive para moradores de áreas não regularizadas. A Prefeitura de Santos detalhou que o contrato tem metas anuais nesse sentido, até 2030. Como o acordo tem abrangência metropolitana, foi criado um material técnico “para que sejam atendidas as especificidades de cada região do município, tais como morros, Área Continental e outras”. Conforme a Sabesp, o contrato atual com a Prefeitura prevê investimentos de R\$ 547 milhões até 2029 e R\$ 2 bilhões até 2060 na Cidade. Na Zona Noroeste, serão aplicados R\$ 250 milhões. A solução dos problemas de abastecimento ocorrerá por meio dos programas Água Legal e Se Liga na Rede, ambos da empresa, que têm como objetivo levar água e esgoto às comunidades ainda não atendidas. Em nota, a companhia reforçou que os serviços serão universalizados até 2029 em todas as cidades Baixada Santista. Todas essas prefeituras assinaram contrato com a Sabesp, válido até 2060. O acordo firmado inclui áreas rurais e informais, reforçou a empresa. Áreas informais Segundo a Sabesp, o programa Água Legal tem como objetivo regularizar o abastecimento em áreas informais. Dessa forma, as ligações irregulares seriam trocadas pela empresa por encanamentos adequados, ao custo de uma tarifa social. Para participar, vans da Sabesp visitam os bairros e divulgam o programa. Em seguida, equipes contratadas pela empresa vão até as casas, explicam como tudo funciona e cadastram moradores. Quem aceita participar assina um termo de adesão, autorizando a Sabesp a instalar uma unidade de medição de água no imóvel. O programa utiliza um modelo chamado contrato de performance, no qual a empresa responsável só recebe pelo serviço depois que os moradores estão efetivamente conectados à rede. Dentro de casa O programa Se Liga na Rede tem como objetivo custear obras dentro dos imóveis para que famílias de baixa renda se conectem à rede de esgoto. Famílias com renda de até três salários mínimos (R\$ 4.554,00) terão a instalação paga pelo Governo do Estado e pela Sabesp. Para participar, o morador deve assinar termo de adesão, que a Sabesp leva até os bairros onde o programa atua e onde já existe rede de esgoto. O documento deve ser assinado para que a companhia esteja autorizada a fazer o trabalho. As obras, conforme a empresa, duram de oito meses a um ano.