Houve destruição parcial de calçadas no Embaré e na Aparecida. Ninguém se machucou, de acordo com a Defesa Civil Municipal (Vanessa Rodrigues/AT) A ressaca do último dia 29 causou estragos na orla de Santos que deverão levar cerca de 30 dias para serem consertados. Segundo a Prefeitura, a força da maré derrubou muretas, afundou calçadas, tombou lixeiras e danificou brinquedos de praças e bancos públicos. As áreas mais afetadas foram entre os canais 6 (Ponta da Praia) e 4 (Boqueirão). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Defesa Civil avaliou todos os danos às estruturas da orla. Também houve problemas em calçadas na altura da Rua Oswaldo Cochrane, no Embaré, e na Avenida Bartolomeu de Gusmão, diante dos números 57 (Embaré) e 74 (Aparecida), na direção da Fonte do Sapo, no entorno do Centro Paula Souza e na Rua Januário dos Santos, também na Aparecida. O Deck do Pescador, na Ponta da Praia, sofreu danos superficiais. Não houve registro de feridos nem danos estruturais graves. No entanto, a Defesa Civil recomenda evitar as áreas próximas ao mar até que a situação se normalize. O tamanho do estrago O pico das ondas ocorreu às 18h30 de terça-feira, quando uma delas atingiu 3,98 metros de altura. O último registro da altura das ondas foi de 3,07 metros, às 7h30 de ontem, na Ilha das Palmas. A velocidade máxima do vento foi de 81,69 km/h, às 4h30. A maré alcançou 1,34 metro às 7h40, na Praticagem e no estuário. Na Ilha Barnabé, o nível foi de 1,65 metro. As máximas de maré e preamar (maré alta) foram, respectivamente, de 1,84 metro e 2,1 metros, às 5 horas. O alerta meteorológico persistiu durante a madrugada. Limpeza Equipes da Terra Santos, com 208 funcionários — entre 192 ajudantes e 16 fiscais —, e da Secretaria das Prefeituras Regionais, com 120 profissionais, atuavam desde as primeiras horas após a ressaca nos locais afetados. Foram 16 caminhões basculantes e uma pá carregadeira. Oceano agitado e vento mudaram a paisagem à beira-mar: ondas de 3,98 metros e vento de 81,7 km/h (Vanessa Rodrigues/AT) Canal do Porto reaberto O canal de navegação do Porto foi reaberto somente 29 horas depois de interrupções. A primeira paralisação ocorreu das 2h30 às 5h30 de segunda; depois, das 2h às 11h15 de terça; e das 16h45 de terça até 9h30 de quarta (30), — os primeiros navios partiram às 10 horas. Não foi a maior paralisação já registrada: em agosto de 2016, quando ondas chegaram a 4,4 metros, o Porto ficou parado por 30 horas. “Os fenômenos meteorológicos estão cada vez mais extremos”, diz Carlos Alberto de Souza Filho, diretor de Relações Institucionais da Praticagem de São Paulo. Trânsito Sessenta agentes de trânsito da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e chefias trabalharam em operações de desvios e rotas alternativas no sentido José Menino/Ponta da Praia. Com o recuo da maré, o desvio, que havia começado na Avenida Ana Costa, no Gonzaga, passou a ser feito pela Rua Oswaldo Cruz, no Boqueirão. O retorno à pista da orla foi liberado após o Aquário Municipal, na Ponta da Praia. Até ontem, as opções eram seguir pela Avenida Epitácio Pessoa ou utilizar as avenidas Francisco Glicério e Afonso Pena em direção à Ponta da Praia.