Especialista aponta que barreira para conter ressaca na Ponta da Praia teve resultado satisfatório

Coordenador de arquitetura e urbanismo da Unicamp, entretanto, destacou que a areia implantada para conter o fenômeno é insuficiente

A barreira montada com geobags para a ressaca na Ponta da Praia, em Santos, tiveram um resultado satisfatório. Essa foi a avaliação do coordenador de arquitetura e urbanismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Tiago Zunker Gireli, durante o balanço sobre o projeto-piloto, divulgado nesta terça-feira (11), pela Prefeitura de Santos.

O projeto foi desenvolvido por engenheiros da Unicamp. Foi criado uma espécie de paredão submerso, com 275 metros, em linha reta na direção ao mar. Posteriormente, uma outra estrutura semelhante, com 240 metros, foi colocada na direção do Canal 6, paralelamente à Avenida Saldanha da Gama. O custo estimado do serviço é de cerca de R$ 3,2 milhões, com verba do Munistério Público Estadual (MPE), resultado de multa ambiental gerada por um acidente ocorrido no Porto de Santos.

De acordo com o especialista, ficou evidente que os trechos sob efeito da barreira sofrem menos impacto de onda do que os que não têm o projeto instalado na parte da praia. A expectativa, a longo prazo, é estender a engenharia por toda orla da praia e evitar ainda mais os impactos das ondas na Cidade. Entretanto, Gireli afirma que deseja que o projeto-piloto complete um ano, em abril, para então saber quão relevante foi esta iniciativa para diminuir a força das ondas.

Um ponto negativo observado pelo coordenador é que a areia implantada para conter a rebentação da ressaca é insuficiente. Na barreira instalada entre a Ponta da Praia e o canal 6, quando há ressaca, ao invés da areia permanecer no local, a maré empurra o mineral em direção ao canal 6, desfalcando o trecho localizado perto do deck do pescador.

De acordo com a Prefeitura de Santos, o monitoramento dos resultados da barreira contra ressaca na Ponta da Praia deve durar cinco anos, com possibilidade de ser renovado, alterado ou até encerrado dependendo das metas atingidas pelo projeto contra erosão.

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