Movimentação intensa em frente ao campus da Unip, em Santos (Alexsander Ferraz/AT) Ansiedade que antecedia um momento importante da vida; abraço de pais, professores e entre amigos; e apoio espiritual. Esses foram elementos vistos antes do primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na tarde deste domingo (9). A jornada teve 5h30 de prova, com os temas linguagem, ciências humanas e redação. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Cerca de uma hora antes do fechamento dos portões do campus da Universidade Paulista (Unip) na Vila Mathias, em Santos, a movimentação já era intensa - de carros, vendedores, mas também de pais aflitos, dando o último apoio aos filhos. A artesã Maria Senzi foi acompanhar a filha Ananda, de 17 anos (Alexsander Ferraz/AT) “Falo para ela ficar tranquila”, afirma a pedagoga e artesã Maria Senzi, que acompanhava a filha, Ananda, de 17 anos. Com o sonho de seguir carreira em Educação Física, a jovem esperava por um bom desempenho. “Estou nervosa, não dormi direito, mas vou bem. Fazer a redação primeiro e responder às questões com calma”. A mesma tranquilidade que João Pedro Borges Gama, também de 17 anos, aparentava. Segundo ele, que sonha com Engenharia Mecatrônica, as horas antes da prova foram tranquilas. “O segredo é seguir o que fiz em todos os simulados. Meu desafio é comigo mesmo”. Próximo das 13 horas, muita gente já havia entrado no prédio da Unip. Junto ao portão, um cartaz chamava a atenção: “Você esqueceu a caneta, mas Deus lembrou de você”. Era um grupo de jovens da Igreja Lagoinha, que distribuiu canetas, água e um bilhete com um versículo. “Nossa ideia é acalmá-los. Se fôssemos fazer a prova, gostaria desse apoio”, conta Lucas Santos, de 23 anos. No minuto final, houve momentos de correria - um rapaz, inclusive, por pouco não deixou a bicicleta de fora antes de ingressar no prédio. Redação Sempre temida, a dissertação teve como tema “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”. Para a professora especialista de Língua Portuguesa do Colégio Objetivo, Luci Rocha, o tema não impunha muitas dificuldades, pois a questão foi amplamente discutida. “A palavra ‘perspectivas’ exige que o candidato analise o cenário em que se dá o envelhecimento: como se preparar para atender essa população e suas demandas, para que os direitos sejam garantidos. O tema exigiu do candidato uma reflexão crítica sobre a condição social de grupos cuja existência é negligenciada socialmente”.