Um estouro de encanamento no teto da Escola Estadual Primo Ferreira, no bairro Vila Belmiro, em Santos, na terça-feira (2), causou o cancelamento das aulas presenciais na unidade escolar nesta quarta (3). A situação gerou revolta entre os pais, que acusam a direção de descaso e de colocar a integridade dos estudantes em perigo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a mãe de um dos alunos, que preferiu não ser identificada, a água escorria pelas luminárias e tomadas, inundando várias salas. Com isso, conforme relatado, a direção teria se recusado a liberar os adolescentes, exigindo que os responsáveis fossem até a unidade para buscá-los, mesmo que possuam mais de 16 anos e estejam habituados a ir e voltar sozinhos para casa. “É um absurdo obrigar os pais a saírem do trabalho em uma situação que poderia ser resolvida pela própria escola. Colocaram nossos filhos em risco desnecessário”, afirma a mãe de um dos alunos. Em nota, a Unidade Regional de Ensino (URE) de Santos, por meio da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), informou que, apesar do vazamento, o ocorrido não comprometeu o andamento das aulas na terça-feira (2). “Um funcionário do Serviço de Obras e Manutenção Escolar (SEOM) da URE Santos compareceu na unidade para avaliar as consequências do vazamento, enquanto a direção inicia o processo de contratação do serviço de reparo”, explica, em nota. Segundo a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), por conta da possível manutenção na escola, as aulas presenciais foram canceladas e ocorreram de forma on-line na quarta. Os alunos que não possuem acesso à plataforma Sala do Futuro podem retirar o material didático impresso na unidade escolar. Problema na comunicação De acordo com a mãe de um dos alunos do Ensino Médio, o telefone da escola estadual Primo Ferreira estaria sem funcionar há meses, inviabilizando que os pais consigam informações oficiais em situações como a desta semana. “As crianças ainda são proibidas de usar celular em sala de aula. No caso do meu filho, ele leva justamente para situações emergenciais como a desta semana. Mas, sem comunicação e sem estrutura, os alunos ficam ainda mais expostos.”, diz a mãe. Problemas estruturais antigos Ainda segundo ela, a escola passa por reformas há anos, mas sem solução definitiva para os problemas estruturais. Além de ventiladores quebrados, a instalação de ar-condicionado, por exemplo, não chegou às salas de aula. “Só tem ar-condicionado na sala da direção e dos professores. Durante o verão, as crianças passaram mal pela qualidade da água e calor”. No dia 20 de fevereiro deste ano, estudantes da Escola Estadual Professor Primo Ferreira organizaram um protesto em frente à unidade escolar, motivado por questões estruturais da unidade de ensino, como a falta de climatização adequada e os alagamentos que atingiram o prédio naquela semana.