Dia do Rádio Santista é comemorado todo 4 de abril, quando foi realizada a primeira transmissão na Cidade, em 1925. Câmara teve solenidade (Sílvio Luiz/ AT) O rádio de Santos viveu ontem uma noite de homenagens, em sessão solene realizada na Câmara Municipal. O motivo foi o Dia do Rádio Santista, comemorado todo 4 de abril, quando foi realizada a primeira transmissão na Cidade, em 1925. A data teve destaque ainda maior neste ano, já que se comemorou o centenário desse momento histórico, protagonizado pela rádio Clube, já extinta (veja destaque). “Desta vez, unimos as duas ocasiões, festejando a trajetória e a importância do rádio não só como mídia da Cidade e da região, mas pela sua importância enquanto veículo de comunicação para todo o Estado e o País”, afirma o vereador e presidente da Câmara, Adilson Júnior (PP), autor da Lei 3.881, de 2021, que estabeleceu o Dia do Rádio Santista. Um dos homenageados na sessão solene, presidida pelo vereador Lincoln Reis (PL), foi o diretor-presidente de A Tribuna, Marcos Clemente Santini. “O Grupo Tribuna tem muita história para contar nesses 100 anos do rádio em Santos. Tivemos três emissoras: a Tribuna AM, a Rádio Atlântica AM e a Tribuna FM, que depois virou a Tri FM. Agora estamos com a Tri FM, transmitindo informação e entretenimento para toda a população 24 horas por dia. Fico feliz e honrado por esse reconhecimento no Dia do Rádio Santista”, declarou. Marcos Clemente Santini lembrou também de como o rádio se reinventou ao longo do tempo e continua passando por esse processo. “Todas as mídias se reinventam. Tempos atrás, falavam que, quando a televisão chegou, o rádio iria acabar. Não, o rádio está aí. Hoje, todos escutam rádio no carro, em casa ou em um bar. Então, o rádio está no dia a dia de todo mundo”, afirmou. Também foi homenageada a coordenadora da rádio Mix FM, Áurea Faria. Magia e diferenciais Diretor artístico da Tri FM e apresentador do Tribuna Esporte, da TV Tribuna, Val Tomazini também estava presente na sessão solene. Embora transite pelos dois meios de comunicação, ele não esconde que o rádio é algo como uma magia. “Apesar de ter hoje as redes sociais e a internet dar cara aos locutores e tudo o mais, o diferencial do rádio, além da companhia, sempre vai ser o imaginário. Eu falo que toda semana a gente tem que se reinventar no rádio. É uma paixão: quem faz o rádio por uma vez só não deixa de fazer jamais”, comentou. “Eu amo o rádio e a TV, mas, quando as pessoas vão para a TV, ainda fica aquele negocinho do rádio”, emendou. Tomazini reforçou os diferenciais do rádio, que considera um meio em ascensão por dois fatores em especial. “Se eu quero ouvir a música, eu ouço nas plataformas digitais. Essa é uma grande realidade. Mas tem duas coisas diferentes no rádio. Primeiro, é a companhia, o locutor, alguém falando com você. E hoje em dia a gente precisa tanto desse lado humanizado. Estamos tão digitais e ficando tão sozinhos. A segunda coisa é querer saber o que vem depois daquela música. Quando você coloca uma playlist, você sabe o que vai ouvir, mas, quando coloca no rádio, não, o que desperta muita curiosidade.” (Reprodução) A Tribuna não esquece 5 de abril de 1925 Há 100 anos, A Tribuna noticiou o início das transmissões, às 21 horas da véspera, da primeira emissora de rádio de Santos e uma das primeiras do País: a rádio Clube, que havia sido constituída em 26 de dezembro de 1924. A inauguração, com discursos e programação musical, ocorreu no Cassino Recreio Miramar, que ficava na esquina da orla do Boqueirão com a Avenida Conselheiro Nébias.