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Quarta-feira

20 de Novembro de 2019

Eleições 2020 já agitam os bastidores políticos de Santos

Partidos cogitam nomes e se articulam para a disputa da Prefeitura no próximo ano

A um ano das definições partidárias visando as sucessões municipais – o calendário eleitoral determina que as convenções das legendas ocorram entre 20 de julho e 5 de agosto de 2020 – nomes surgem como possíveis pleiteantes à disputa pela Prefeitura de Santos. A prematura largada da corrida pelo Palácio José Bonifácio agita os bastidores políticos: já há articulação para prováveis alianças.

No xadrez eleitoral, aparecem nomes de secretários municipais, deputados, vereadores, ex-prefeitos e outros que nunca ocuparam cargos políticos ou foram testados nas urnas. Levantamento feito por A Tribuna com legendas e políticos cogitados para a disputa indicou cerca de 20 possíveis pleiteantes.

Cientistas políticos avaliam que a larga quantidade de pré-candidatos deve ser reduzida até a definição das chapas. O professor universitário especializado em marketing político Sérgio Trombelli diz que o atual movimento das legendas serve para “marcar território e mostrar força”, visando acordos futuros.

O cientista político e coordenador do Instituto de Pesquisa A Tribuna (IPAT), Alcindo Gonçalves, avalia que o atual prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) deve ser o fiel da balança. Em seu segundo mandato, o tucano pode transferir votos para quem ele indicar.

Contudo, Gonçalves acredita que a figura do não político deve surpreender. “Apenas o debate ideológico, direita versus esquerda, não será suficiente. Terá mais atenção (do eleitorado) quem defender projetos e programas que visem criação de empregos e retomada econômica regional”.

Nomes no tabuleiro

Apenas seis entre os mais citados nos bastidores políticos confirmaram a condição de pré-candidatos ao Executivo santista. O vereador Antonio Carlos Banha Joaquim afirma ter recebido o aval do diretório estadual para disputar a convenção local pelo MDB.

Ainda sem legenda, o vice prefeito Sandoval Soares é outro que se coloca entre os prováveis concorrentes. Ele acredita definir a situação de bandeira partidária até o final do próximo mês. O jornalista e consultor de finanças públicas Rodolfo Amaral (sem partido) admite a possibilidade de concorrer no pleito, mas afirma não querer tomar tal decisão de forma isolada.

No sábado, o deputado federal Júnior Bozzella (PSL) pôs seu nome no páreo para disputar as eleições municipais do próximo ano. Pelo PSD, a aposta é o desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) Ivan Sartori. Já Luiz Fernando Lobão confirma ser pré candidato pelo PTC.

Ainda sem ter um nome definido, PDT, PV e PCdoB também sinalizam lançar candidatos próprios. De acordo com o atual presidente municipal do PT, Bartolomeu Pereira de Souza, a agremiação deve definir o pré-candidato após troca no comando da legenda em Santos (que ocorrerá em setembro). “O importante é que buscamos uma frente de esquerda para discutir um programa comum. Dessa frente sairá a definição (do nome)”. Ele cita que a agremiação “tem várias lideranças que podem” concorrer ao pleito.

O PDT convidou o presidente da OAB-Santos, Rodrigo Julião. O advogado diz ter recebido a sinalização com “honra”, mas que ainda não tomou uma decisão. “Nunca fui filiado a partido político e tenho um mandato junto à Ordem em andamento”.

O PCdoB deve ter candidato, diz o presidente, Thiago Andrade. A ideia é alguém que possa atrair a esquerda e parte do centro político progressista da Cidade.

PSDB tem quatro nomes e deve fazer prévias

À frente da Administração Municipal desde 2013, o PSDB deve realizar prévias partidárias para definir quem vai concorrer à sucessão de Paulo Alexandre Barbosa. Ao menos quatro nomes são cotados.

A procuradora municipal Renata Arraes e os secretários Rogério Santos (Governo) e Fábio Ferraz (Saúde) aparecem entre possíveis indicados por Barbosa. O prefeito evita falar em público sobre sua preferência. Os três dizem que a menção é sinal de reconhecimento do trabalho, mas afirmam que ainda é cedo para movimentação eleitoral.

Papa

Já o ex-prefeito e ex-deputado federal João Paulo Papa surge como provável indicação da executiva estadual da legenda. “Ainda não é momento para isso”, afirma Papa. Nos bastidores, cogita-se que ele é preferência da cúpula no Estado, sob o controle do governador João Doria.

“O PSDB é democrático. Sempre que houve mais de um candidato, realizaram-se prévias internas. Creio que esse seja o caminho”, afirma Rogério Santos. Não se descarta uma chapa pura tucana.

Mais deputados

Dois deputados aparecem com peso nas projeções políticas. A deputada federal Rosana Valle (PSB) é qualificada, avaliam interlocutores da legenda. Ela não se posicionou sobre o tema.

Já o deputado estadual Kenny Pires Mendes, o Professor Kenny, é opção pelo Progressistas. Ele disse que vai decidir apenas no ano que vem.

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