No 2° semestre, dom Joaquim terá a missão de substituir dom Tarcísio (Alexsander Ferraz/ AT) “Um desejo forte de amar e servir, como ensinava o Santo Inácio de Loyola (fundador da Companhia de Jesus). Porque a gente não pode servir bem se não amar”. Com esse pensamento, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, nomeado bispo coadjutor da Diocese de Santos, se prepara para um novo desafio em sua carreira eclesiástica. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! No dia 10 de maio, ele tomará posse na função, passando a atuar ao lado de dom Tarcísio Scaramussa, que completa 75 anos em 2025 e a quem substituirá a partir de 19 de setembro. “Assim que saiu a nomeação, o Núncio Apostólico, que é o diplomata da Santa Sé no Brasil, promoveu uma reunião virtual entre o dom Tarcísio, eu, e o arcebispo de Belo Horizonte, com o qual eu trabalho há bastante tempo. Ali, foi explicado todo o processo e confirmado que eu aceitaria vir para Santos. Naquele momento, ele manifestou grande alegria de eu vir para cá. Trabalhamos juntos, ele como padre e eu como vigário. Depois, ele conhece a minha família e eu a dele”, afirma dom Joaquim Mol. Ele explica que, nesse período de maio a setembro, deve assumir vários compromissos, como a celebração de missas e visitas. “Esse é um recurso interessante dentro da Igreja. O bispo que está de saída pede ao papa um bispo coadjutor, para que ali, em poucos meses, os dois convivendo, possam conversar muito, e o bispo que está chegando tenha a oportunidade de conhecer, ainda que não profundamente, mas é melhor do que chegar e assumir”. Comunicação Em seu currículo, o religioso tem diversas passagens ligadas à comunicação, especialmente os quatro anos em que presidiu o setor na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Para ele, trata-se mais do que uma ferramenta, mas um elemento estratégico. “A informação perfeita e adequada é libertária. Ela liberta o coração e a mente. O próprio papa Francisco é um exemplo de comunicação autêntica, verdadeira”, frisa. Compromissos e ideias Dom Joaquim Mol volta hoje a Belo Horizonte, onde ainda tem compromissos, enquanto prepara a mudança para Santos. Durante a estadia em Santos, conheceu o Porto, celebrou missas e fez visitas. Uma delas o marcou: a ida à área de palafitas na Zona Noroeste. “É um sofrimento completamente fora do propósito. Desigualdade não é uma escolha, mas resultado de uma sociedade estruturalmente injusta”, complementa.