[[legacy_image_307452]] O desacordo quanto à realização de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na ETEC Aristóteles Ferreira, no bairro Aparecida, em Santos, foi parar na delegacia. Além do bate-boca, houve agressões físicas envolvendo três alunos do curso de Eventos. O caso ocorreu na noite da última segunda-feira (23). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo boletim de ocorrência registrado por um estudante de 20 anos, ele e a mãe, ambos alunos da instituição de ensino, foram agredidos por uma colega de grupo. O desentendimento começou após uma discussão fora da sala de aula. As duas regressaram, mas a suposta agressora estaria fora de controle, passando a puxar o cabelo da dona de casa de 49 anos. À Reportagem, ela conta que alunos de outras classes tentaram separar as duas, sem sucesso. Até que o rapaz interveio e puxou o cabelo da suposta agressora, para tirar o foco de sua mãe. “Quando conseguiram soltar meu filho e mandar para outra sala, ela gritou que “daria parte”, por ter sido agredida, sendo que ela teria dado soco no meu filho”. A professora tentou acalmá-la, sem sucesso. Os três foram até a delegacia. Mãe e filho foram, ainda, ao IML de Praia Grande, onde fizeram exames de corpo de delito. A Reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP), mas não obteve retorno. Falta de diálogoA dona de casa argumenta que a falta de diálogo marcou a relação entre os estudantes. “O grupo era formado por três pessoas, incluindo eu e meu filho. No meio do ano, uma quarta pessoa ingressou nele e meio que tomou a frente do trabalho. Nós não temos experiência com TCC, mas nunca nos negamos a participar, mesmo sem ter computador em casa”, argumenta. Segundo ela, as cobranças da professora recaíam especialmente sobre ela, acusada de “não fazer nada” no trabalho. “Pedi para me passarem as informações, e ela dizendo que não queríamos participar. Ainda nos chamou de folgados. No grupo do WhatsApp, a gente perguntava e não recebia resposta. Assim fica difícil”. Prints de conversas mostram a animosidade entre as integrantes do grupo, com direito a exclusão feita pela amiga da suposta agressora. Foi quando a ameaça de não ter o nome incluído no trabalho, feita pela suposta agressora, que fez explodir a confusão. “Não tenho sangue de barata”, justifica. A suposta agressora não foi localizada. PuniçãoA estudante conta que recebeu uma notificação formal do Centro Paula Souza sobre “violência física, dentro do laboratório de informática na unidade escolar”. Ela teria infringido o Artigo 115 do Regimento Escolar, que afirma que “(...) é vedado apresentar condutas que comprometam o convício escolar” e “qualquer prática de violência física, psicológica ou moral (...)”. O prazo para apresentação de defesa era de cinco dias, a partir da notificação. Em nota, o Centro Paula Souza informa que “lamenta o incidente ocorrido na Etec Aristóteles Ferreira na última segunda-feira (23), no período da noite, entre duas alunas maiores de idade”. Além disso, “os estudantes das Etecs e Fatecs são sempre incentivados a desenvolver a habilidade de trabalhar em equipe e contornar eventuais divergências. Logo após o desentendimento, a direção ouviu a versão das alunas e da professora responsável pela aula. As estudantes foram notificadas e devem fazer sua defesa por escrito, para que o conselho escolar avalie possíveis medidas disciplinares”