Desfile da Sangue Jovem traz temática indígena para Avenida

Escola de Samba teve a presença de pessoas indígenas, além de carros alegóricos contando a lenda do guaraná

Por: Verônica Sampaio & De A Tribuna On-line &  -  24/02/19  -  08:15
  Foto: Vanessa C. Rodrigues/AT

A Sangue Jovem foi a penúltima escola a passar pela Passarela Dráusio da Cruz, entrando com três minutos de atraso. A agremiação trouxe o enredo “Dos olhos do menino o Fruto Guaraná”, homenagem ao guaraná, fruta típica da Amazônia, que se tornou comum na mesa dos brasileiros, seja nos refrigerantes ou como acompanhamento do açaí.

O enredo se trata de uma lenda do folclore que diz respeito a um menino indígena que teria morrido após ser picado por uma cobra enquanto colhia frutos na floresta, e seus olhos se transformaram na fruta do guaraná, que tem um aspecto semelhante a um olho.


Lenda indígena do guaraná foi tema de alegoria da Sangue Jovem
Lenda indígena do guaraná foi tema de alegoria da Sangue Jovem   Foto: Vanessa C. Rodrigues/AT



A escola desfilou com as cores preto, branco e dourado e trouxe 1100 componentes, 12 alas, e três carros alegóricos para a Avenida. A apresentação com a presença de pessoas indígenas durou 51 minutos, fazendo alusão à cultura da região Norte do Brasil. A Rainha de Bateria da Sangue Jovem não compareceu ao desfile. Já Débora Oliveira, grávida de 9 meses, dirigiu a bateria da Sangue Jovem.


A diretora de bateria Débora Oliveira, grávida de nove meses, não deixou de desfilar na Avenida com a Sangue Jovem
A diretora de bateria Débora Oliveira, grávida de nove meses, não deixou de desfilar na Avenida com a Sangue Jovem   Foto: Vanessa C. Rodrigues/AT



Júnior Soares, de 41 anos, interpretou o pajé responsável pelo feitiço que, na história, dá o fruto do guaraná. Ele conta que gostou muito do desfile, e foi a sua primeira vez desfilando pela Sangue Jovem. “A escola estava bem compacta, redondinha. Uma energia muito boa. Por mim vai ser o primeiro de muitos anos”,  disse.

Hoje, Júnior também desfilou pela União Imperial. Ele conta que foi corrido para se trocar e fazer a maquiagem. “Eu desfilo desde os 9 anos de idade. Amo o carnaval, eu deixo de fazer muita coisa durante o ano, de sair, viajar, comprar coisas para mim... Para poder desfilar”, comentou. Ele, que já desfilou pela Tom Maior em São Paulo, conta que seu carnaval favorito é o de Santos. “Eu desfilei por duas escolas, então meu coração está dividido, quero que as duas tenham uma colocação boa. Estou com a sensação de dever cumprido”.


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