após o susto, Antonio procurou um posto da Guarda Civil Municipal (GCM) nas proximidades para pedir que o local fosse isolado no Centro de Santos (Arquivo pessoal/ Antonio Wilson) Um casal que passava pela Praça Barão do Rio Branco, no Centro de Santos, no litoral de São Paulo, viveu um susto no fim da manhã desta quarta-feira (8). Um pedaço de reboco com concreto se desprendeu de um imóvel localizado ao lado da Igreja do Convento Nossa Senhora do Carmo e caiu sobre a calçada momentos depois de eles passarem. A queda ocorreu por volta das 11h. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o operador portuário Antonio Wilson Silva, de 58 anos, ele acompanhava a esposa até o trabalho quando o incidente aconteceu. “A gente passou pela calçada e, assim que nós atravessamos, o negócio foi abaixo. Caiu um pedaço de telha com concreto junto. Foi um livramento mesmo. A moça do carrinho de lanche que fica ali até falou: ‘Nossa, quase’”, conta. O morador de Vicente de Carvalho, em Guarujá, relata que, após o susto, procurou um posto da Guarda Civil Municipal (GCM) nas proximidades para pedir que o local fosse isolado. “Fui chamar a guarda que tem ali na Praça da República. Pedi para colocarem uns cones, porque quase pegou em mim e na minha esposa. O guarda foi prontamente, colocou os cones, mas falei que seria importante também colocar uma faixa, porque muita gente passa olhando o celular”, diz Antonio. Esclarecimento da Prefeitura Em nota, a Prefeitura de Santos informou que a queda se trata do descolamento parcial do reboco do beiral do imóvel de número 26 da Praça Barão do Rio Branco, que integra o Complexo do Convento do Carmo, de propriedade da Província Carmelita Fluminense. Segundo a Administração Municipal, agentes da GCM colocaram cones para sinalizar a calçada, e a Secretaria de Obras e Edificações (Seobe) lavrou a intimação nº 172405-B, determinando que os responsáveis providenciassem um laudo de vistoria técnica do conjunto de imóveis (números 16 ao 26), conforme a Lei Complementar 441/01, conhecida como Lei de Autovistoria. De acordo com a Prefeitura, os responsáveis apresentaram laudo atualizado, que apontou patologias a serem sanadas, e posteriormente, foi emitida uma nova intimação (nº 171173-B) para que fosse feita a comunicação de execução dos serviços. A Província solicitou prorrogação de prazo para atendimento por meio do processo nº 44202/2025-66. A Tribuna procurou a Província Carmelitana Fluminense, mas não obteve um posicionamento até a publicação desta matéria. Como funciona a autovistoria De acordo com a Prefeitura, o proprietário do imóvel deve contratar um engenheiro ou arquiteto habilitado e cadastrado na Seobe para elaborar o laudo técnico. O profissional é responsável civil e criminalmente pelas conclusões e deve apontar eventuais riscos estruturais ou necessidade de reparos. Após a entrega do documento, a Seobe verifica o cumprimento das determinações e, se necessário, intima o proprietário para executar as obras de manutenção.