Primeira e segunda doses do imunizante estão disponíveis em policlínicas (Vanessa Rodrigues/Arquivo AT) Com a chegada do verão, os casos de dengue e a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, podem aumentar em todo o País. Os mais vulneráveis nesta época são aqueles que não têm anticorpos contra a doença, ou seja, em sua maioria, os mais jovens. Este é o público-alvo da vacina que está com baixa adesão em Santos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De janeiro a novembro, Santos registrou 5.147 casos de dengue, cinco mortes pela doença e 151 casos de chikungunya. Do total, 634 foram jovens de 10 a 14 anos, o que equivale a 12% dos casos. Essa faixa etária pertence ao público-alvo da campanha de vacinação contra a dengue. De acordo com a coordenadora de Vigilância em Saúde, Carolina Ozawa, o público-alvo abrange 21.873 jovens. Destes, apenas 6.013 (27,49%) se imunizaram com a primeira dose da vacina. Os que retornaram para terminar o ciclo com a segunda dose foram 2.017 (40,29% dos que iniciaram o processo). Preocupação Com a proximidade do verão, a baixa adesão se torna uma preocupação. “Precisa de maior divulgação. Acho que ainda não está todo mundo informado. A gente ainda tem uma defasagem de pessoas que não tomaram a primeira dose e depois continua com a defasagem da pessoa completar o esquema, porque se você não completar o esquema de duas doses, você fica com uma imunidade que não está completa”, comenta Ozawa. Carolina garante que os estoques estão abastecidos e basta a população levar o jovem à uma policlínica para tomar o imunizante. As unidades ficam abertas de segunda a sexta, das 9h às 16h, e aos sábados, das 9h às 15h30, em unidades que são informadas no dia anterior em canais oficiais da Prefeitura. “A vacina ainda é o principal meio de prevenção de muitas doenças. Os casos de dengue tendem aumentar no verão e para uma vacina fazer efeito precisa de ter um certo tempo para criar o anticorpo. Fora o tempo de três meses da segunda dose, que é quando você tem imunidade completa”. Carolina Ozawa explica que o trabalho contra a dengue não para. De visita casa a casa até instruções nas policlínicas, os profissionais de saúde são instruídos a orientar os responsáveis a levarem os filhos para tomar o imunizante. Lição de casa Os cuidados para o combate da doença devem ser tomados em casa, com a vistoria de ralos, plantas ou possíveis locais de proliferação do mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana.