Só profissionais especializados da Prefeitura podem realizar a poda: do contrário, é crime ambiental (Alexander Ferraz/AT) A demanda pela poda de árvores em Santos faz a Prefeitura se reorganizar para atender à intensidade da demanda. No mês de julho, a Coordenadoria de Paisagismo (Copaisa), responsável pela arborização urbana, havia enviado 66 ofícios com esse fim à CPFL Piratininga, concessionária de energia elétrica. O coordenador da Copaisa, André Marins, afirma que a Prefeitura retomou neste ano um cronograma anual de podas por bairros, priorizando áreas com maior risco para a população e seguindo critérios técnicos. “Buscamos atuar de forma mais organizada, em todos os bairros, mas ainda precisamos interromper o cronograma, às vezes, por causa do clima, de falhas em equipamentos ou, até, por moradores que desrespeitam o isolamento das vagas para as máquinas”, explica Marins. A Cidade tem cerca de 30 mil árvores, das quais 16,5 mil são consideradas podáveis — precisam de manutenção regular. A fila de pedidos é longa, pois todos os dias chegam solicitações por meio da Ouvidoria, da Câmara e diretamente à Copaisa. A coordenadoria não divulga o número exato de pedidos pendentes porque as demandas são agrupadas por regiões e atendidas em bloco, para reduzir impacto no trânsito e otimizar os recursos. “Nem sempre conseguimos atender no ritmo que a população espera. Às vezes, a árvore está saudável e ainda não é o momento adequado para poda, já que é preciso respeitar o ciclo vegetativo para não causar danos. É importante que o morador confie no cronograma”, diz Marins. Ele destaca que só profissionais especializados da Prefeitura podem realizar a poda: intervir pessoalmente pode configurar crime ambiental. SOLO E CLIMA O solo arenoso e úmido de Santos contribui para quedas de árvores em dias de chuva e vento forte. “Acima de 60 km/h, já é um vento perigoso para qualquer árvore, mesmo bem cuidada”, declara Marins, citando estudos da Universidade de São Paulo (USP). A avaliação técnica de um pedido de poda costuma ser feita em até 30 dias após o pedido, com prioridade em caso de risco iminente de queda. Solicitações pelo telefone 162 ou pelo site. ATUAÇÃO DA CPFL A CPFL Piratininga aponta que a responsabilidade pela poda de árvores na cidade é da Prefeitura. À distribuidora, cabe atuar em situações de risco à rede elétrica, à segurança das pessoas e em ações preventivas para afastar galhos da fiação. A companhia menciona que, caso a população identifique alguma árvore em contato com a rede elétrica, deve acionar a companhia para que o trabalho de afastamento da rede de energia ocorra de forma segura e por profissionais capacitados. Os pedidos podem ser feitos pelo telefone 0800-010-2570 (ligação gratuita). Os troncos maiores vão para áreas licenciadas ou para a Ecofábrica, onde podem ser reaproveitados em bancos ou esculturas (Sílvio Luiz/AT) DESTINO DOS RESÍDUOS Os resíduos das podas também ganham destino sustentável. Galhos pequenos e folhas são triturados e transformados em material para compostagem e adubação. Os troncos maiores vão para áreas licenciadas ou para a Ecofábrica (foto), onde podem ser reaproveitados em bancos e esculturas para praças e parques da Cidade. Para André Marins, a maior prioridade no manejo arbóreo urbano é o equilíbrio entre preservar a árvore e garantir a segurança da população. “Às vezes, a poda parece agressiva visualmente, mas é feita com base em critérios técnicos, para que a árvore continue saudável sem oferecer risco a ninguém.”