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Sexta-feira

23 de Agosto de 2019

Construção de complexo do Sesi segue sem prazo para começar

Projeto, apresentado em 2012, foi novamente discutido nesta segunda

A construção de uma escola e de um centro de lazer prometida pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), no Sesi de Santos, continua indefinida. O projeto, apresentado em 2012, foi novamente discutido nesta segunda-feira (20).

Participaram da reunião o vereador Manoel Constantino (PSDB), o diretor do centro de atividades do Sesi de Santos, Mário Sérgio Alves Quarante, e o gerente executivo de educação da entidade, Roberto Xavier Augusto Filho.

“Eles falaram que tem projeto, mas não tem recurso. Eu disse que não é isso que nós gostaríamos de ouvir. Mesmo tendo expirado o prazo”, disse Constantino, na saída do encontro. Os representantes do Sesi preferiram não falar.

O encontro foi marcado depois que o vereador tucano questionou a direção do Sesi. “Eu mandei requerimentos e não tinha resposta. Semana passada, me chamaram para essa reunião”, falou o parlamentar.

Entenda o caso

Em 2012, a pedido do Sesi, a Prefeitura de Santos cedeu em definitivo o terreno de 39 mil metros quadrados onde a entidade está instalada, na Avenida Nossa Senhora de Fátima, 366, na Zona Noroeste. A contra partida era a construção de uma escola e um complexo de lazer no local.

Na época, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, veio à Cidade receber o título de Cidadão Emérito de Santos e anunciou o investimento de R$ 30 milhões na construção da nova unidade.

A expectativa era oferecer Ensino Fundamental e Médio, em período integral, para 1.500 estudantes. O prédio da frente seria mantido. Tudo deveria ficar pronto no fim de 2013, mas a obra sequer teve início.

Cancelamento

De acordo com as regras de cessão da área, a Prefeitura de Santos poderia cancelar a doação, já que o prazo para a construção expirou em 2016.

“Não é isso que a gente quer. Se não, perdemos essa oportunidade, já que o Sesi poderá, em breve, dizer que tem o dinheiro, mas não tem mais o terreno. Vamos conversar”, conclui Constantino.

Procurado, o Sesi não comentou o assunto.