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Quinta-feira

6 de Agosto de 2020

Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos avalia tombar Mercado de Peixes

Pedido foi formalizado nesta quinta-feira (19). O ato deu início à análise prévia de eventual proteção do imóvel

Um pedido de tombamento do Mercado de Peixes, na Ponta da Praia, foi apresentado nesta quinta-feira (19) aos membros do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa). O ato deu início à análise prévia de eventual proteção do imóvel, projetado pelo arquiteto Antônio Carlos Quintas e inaugurado em 1982.

A avaliação do pedido pelo colegiado deve ocorrer em até 45 dias. Caso ele seja aprovado, o imóvel não poderá sofrer mudança estrutural. De acordo com o presidente do Condepasa, Márcio Nacif, o pedido foi encaminhado à Seção de Órgão Técnico de Apoio (Seota), que fará um parecer de abertura do processo de tombamento ou o arquivamento da solicitação.

Ele explica que o prazo inicial pode ser prorrogado, caso haja necessidade de aprofundar os estudos. Depois, o parecer será analisado e votado pelos conselheiros do colegiado. Se o pedido for acatado, tem início o processo que poderá tombar o imóvel.

A proposta analisada ontem foi protocolada no último dia 5 por um dos membros do Condepasa, o arquiteto Diego Costa Rozo Guimarães. É baseada nos valores histórico, arquitetôni-co, simbólico e afetivo do local.

História

Filha do autor do projeto do espaço, a também arquiteta Daniela Quintas destaca que o imóvel “está inserido na história do desenvolvimento da arquitetura (paulista), num contexto de produção de projetos e construção de edifícios modernos em Santos nas décadas de 70 e 80”.

Ela inclui na mesma relação de importância ar-quitetônica para a Cidade a Concha Acústica, o Teatro Municipal, o edifício da Prodesan, a escola Acácio de Paula Leite Sampaio, o extinto Clube XV e o Sesc.

“Não queremos tombar o uso do edifício como Mercado de Peixes. Entendemos a necessidade de ampliação e novas instalações para atenderem as demandas. Mas pedimos o tombamento da estrutura”.

Uma possibilidade é transformar o espaço em terminal de passageiros de ônibus. Radicada em Londres, Daniela afirma que a construção possui “forte valor histórico, sendo marco no estabelecimento de uma nova maneira de se comercializar pescados”.

A Prefeitura de Santos pretende transferir o mercado e transformar a área das atuais instalações em uma praça integrada ao futuro Centro de Atividades Turísticas (CAT), que servirá como novo centro de convenções da Cidade.

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