[[legacy_image_211806]] O próximo presidente da República, independentemente do resultado das eleições, neste domingo (2), tem missões árduas a cumprir, apesar dos recursos federais já estarem limitados e as condições econômicas continuarem áridas, pois vem aí uma recessão mundial que deve prejudicar as exportações. Em um País de tantas dificuldades, a educação precisa ser o foco principal, pois é a partir dela que se tem formação para uma carreira profissional mais competitiva, as empresas contratam uma mão de obra mais capacitada e o cidadão adquire mais condições de sair de uma situação de miséria e insegurança pública e também consegue acessar uma saúde mais digna. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Não se deve sonhar sobre uma meta educacional que dificilmente será atingida, mas é preciso haver um amplo planejamento central que seja aplicado progressivamente para atingir níveis de aprendizagem, desde a formação básica até a técnica e superior, além do aperfeiçoamento do trabalhador já no mercado para não ficar obsoleto na transformação tecnológica em curso. Os salários dos professores e o investimento na infraestrutura do ensino também são uma prioridade. A pesquisa científica é uma necessidade (assim a pandemia provou). Ela deve recuperar seus investimentos e o lugar que merece. O grande desafio é avançar simultaneamente com necessidades de curto prazo. Tanto se falou da importância do Sistema Único de Saúde (SUS) para o enfrentamento da covid e até agora não se viu no Parlamento um debate sério sequer sobre formas de garantir a ele um financiamento sustentável que almeje a qualidade da atenção oferecida aos mais pobres ao mesmo tempo em que os hospitais credenciados são justamente remunerados. Também é fundamental reforçar as campanhas vacinais, pois há uma geração crescendo sem imunização como as anteriores para doenças já conhecidas e que tinham desaparecido ou estavam quase erradicadas, como sarampo e poliomielite. A segurança pública é um nó que precisa ser desatado. São produzidos inúmeros planos e as estatísticas apontam de forma eficiente quais modalidades de crimes são mais epidêmicas, sendo possível vislumbrar onde e quando elas avançam ou recuam. Há sempre a promessa do “vamos investir em inteligência”, mas a condição de nação das mais violentas do mundo está longe de ser resolvida. As reformas econômicas completam o circuito de realizações a serem feitas. Os avanços serão mais rápidos com um crescimento sustentado e distribuição de renda. As tendências ditam rumos que podem ser tomados, mas a verdade é que o Brasil não consegue expandir seu Produto Interno Bruto (PIB) por um período de anos a fio sem ser surpreendido por recessão ou alguma crise da ocasião. No fim das contas, o foco deve ser buscar eficiência, competitividade e gerar chances para o cidadão comum colaborar e usufruir das oportunidades de seu país.