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Sexta-feira

5 de Junho de 2020

Comércio de Santos permanecerá fechado até 7 de abril, diz prefeito

Manutenção das medidas de isolamento social foi reafirmada por Paulo Alexandre Barbosa, após reunião com representantes de segmentos econômicos da cidade

Apesar do pedido contrário de empresários que temem o encerramento de empresas e demissões em massa, o comércio em Santos permanecerá fechado, pelo menos, até 7 de abril. A manutenção das medidas de isolamento social que recaem às atividades financeiras foi reafirmada, nesta segunda-feira (30), pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), durante reunião com representantes dos diversos segmentos econômicos da cidade.

O encontro, realizado por meio de videoconferência, reuniu lideranças do comércio santista, sindicatos e entidades ligadas ao setor em busca de soluções para amenizar os efeitos da quarentena na economia local. Maior parcela dos empresários defendia a reabertura gradual das lojas; já o Poder Público manteve as regras de isolamento social. Não houve consenso, e novas rodadas de negociações serão marcadas – ainda sem data.

O chefe do Executivo santista explicou que a paralisação temporária das atividades comerciais tem por objetivo minimizar a quantidade de pessoas nas ruas e, assim, reduzir as chances de contágio pela Covid-19. A determinação foi tomada em conjunto com os demais prefeitos da região, a fim de se evitar sobrecarga na rede pública de saúde da Baixada Santista.

“Como prefeito, eu sou o maior interessado em dar a notícia que vamos voltar à vida, flexibilizar a abertura do comércio. Mas ainda não é o momento para fazer isso. Essa postura é para preservar a vida das pessoas”, afirma Barbosa. Em uma live pelas redes sociais, na noite de domingo, o prefeito criticou a realização de carreata na última sexta-feira (27).

Preocupados com a paralisação das atividades, os empresários pediram a reabertura gradual e controlada das lojas. “Afinal, é sobre o pequeno e médio empresário que o problema se agrava. O grande [empresário] tem condições de ter empréstimos. Mas a maioria no comércio [da região] vende o almoço para pagar o jantar”, afirma o presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista (SinComércioBS), Omar Abdul Assaf.

Ele explica que foi apresentado um plano de reabertura parcial do comércio, obedecendo a normas vigentes das autoridades sanitárias. Entre elas, limitar o acesso de clientes (um a cada 10 metros quadrados), áreas de espera nas filas para pagamento e reforço nas ações de higienização nos ambientes. “O comércio quer abrir, mas sem expor ninguém [ao risco de contágio]. Todo brasileiro sabe, hoje, quais são as maneiras de se evitar a contaminação”, diz Assaf.

Também fez parte do pleito dos empresários a adoção de uma política de incentivos fiscais ao setor. O estímulo, segundo Assaf, seria para manter a folha de pagamento em dia durante – portanto, a manutenção dos postos de trabalho – e aliviar as despesas do setor. Maior prazo para recolhimentos de tributos, redução de impostos e linha de crédito especial foram algumas das propostas apresentadas pela categoria.

ATribuna.com.br apurou que um pacote de benefícios para o estímulo da economia local está sendo finalizado, e o anúncio depende apenas de ajustes técnicos. “Infelizmente, o vírus virou um debate político. E vivemos uma pandemia de susto”, continua Assaf.

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