Carnaval de Santos sem data certa para 2021

Pandemia prejudica as escolas de samba

O Carnaval de Santos segue sem data definida para realização em 2021. A pandemia do novo coronavírus criou uma instabilidade inédita para gestores do Município e organizadores da festa assumirem qualquer decisão visando a celebração da festa, na primeira quinzena de fevereiro do ano que vem, sem que haja uma vacina contra a doença.

O presidente interino da Liga Independente Cultural das Escolas de Samba de Santos (Licess), Edson Ferreira, disse para ATribuna.com.br que irá até o limite do tempo antes de tomar uma decisão. “Não vamos jogar a toalha”.

Já a Prefeitura informou, em nota, que tem se reunido com membros da Licess semanalmente para acompanhar o avanço da pandemia e seus impactos no setor de eventos, que tem como característica a presença maciça do público.

“Qualquer decisão a respeito do desfile das escolas de samba de Santos será tomada em conjunto por representantes da Administração Municipal, autoridades sanitárias e da Liga Independente. Vale ressaltar que a decisão terá como foco principal a proteção à saúde da população”, ressalta a gestão Paulo Alexandre Barbosa.

Planos frustrados

Ferreira explica que os preparativos do Carnaval 2021 começaram logo após a festa deste ano, ainda antes da Organização Mundial de Saúde (OMS) decretar a pandemia da covid-19. Segundo ele, as agremiações começaram a definir os enredos e contrataram carnavalescos, tudo com recursos próprios.

O presidente da Licess fala das dificuldades também em manter os compromissos com os aluguéis dos barracões, ainda mais sem os recursos de festas e eventos que costumam ser realizados ao longo do ano, mas que nesta temporada não saíram do papel pela crise sanitária. 

As lives nas redes sociais ajudaram na arrecadação de verbas, mas não o suficiente segundo ele. As confecções de fantasias e carros alegóricos também estão suspensas.

De acordo com Ferreira, a festa em 2021 deve ocorrer apenas após vacinação e, mesmo assim, de uma forma diferente, mais modesta. A proposta é reunir entre 60 e 200 foliões por agremiação e transmitir a apresentação por meio de alguma plataforma ou redes sociais. “Não vamos nos comprometer com mais do que isso”, reforçou. 

Pelo Brasil

Em São Paulo, o Carnaval já foi adiado, mas não tem nova data. O prefeito Bruno Covas (PSDB) não acredita em festa sequer em junho. O Rio de Janeiro segue com a questão indefinida, sem saber se vai cancelar ou postergar a folia. Os gestores locais evitar bater o martelo, mas as escolas garantem que não desfilarão em fevereiro.

Em Salvador (BA), o tradicional Carnaval, com seus trios elétricos que compõem uma verdadeira maratona da folia, foi adiado pelo prefeito ACM Neto (DEM) para julho.

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