Maria Eduarda e Henrique estão entre os jovens vereadores santistas. Entendem que a política pode ser útil à comunidade e é serviço público (Alexsander Ferraz/AT) A cada ano, o Legislativo santista recebe 21 integrantes titulares e 21 suplentes da Câmara Jovem de Santos. O projeto busca aproximar da política adolescentes dos ensinos Fundamental e Médio. De janeiro a abril, os jovens vereadores participam de atividades formativas e entendem como funciona o trabalho dos vereadores. Fruto de parcerias entre a Câmara de Santos e instituições da sociedade civil, o programa visa a formar jovens lideranças engajadas com as demandas de suas comunidades. Durante o mandato, os jovens vereadores participam de sessões simuladas e oficinas, fazem visitas externas e ouvem a comunidade escolar. “Nessa jornada, aprendem não só a elaborar projetos de lei, requerimentos e indicações, mas também a representar seus colegas com responsabilidade e empatia”, diz o presidente da Câmara de Santos, Adilson Júnior (PP). “Os alunos mergulham no universo da democracia de forma prática, aprendendo a respeitar diferentes pontos de vista, dialogar com escuta ativa e colaborar em grupo. É nesse espaço que se fortalece uma juventude mais crítica, sensível e preparada para transformar o mundo ao seu redor.” Aluna da Unidade Municipal de Educação (UME) Maria Luiza Alonso Silva, a estudante Maria Eduarda Bolzi, de 14 anos, conta que viu no projeto uma forma de exercer sua vocação em comunicação para ajudar a coletividade. “Vi na Câmara uma oportunidade de me aprofundar mais na política, além de me comunicar com as pessoas e poder fazer a diferença no meio onde convivo”, diz. Para ela, a experiência é única. “A troca que nós temos entre os jovens vereadores, a possibilidade de conhecer o ponto de vista de cada um e saber os problemas que cada um traz junto com a solução pensada é algo muito legal e, além disso, muito importante para nossa construção como pessoa.” Outro jovem vereador é Henrique Augusto Santana Lemos, de 15 anos. Estudante do Liceu Santista, diz que sua paixão pela política, aliada à vontade de transformar a realidade a sua volta, o levaram à Câmara Jovem. “A juventude precisa ser ouvida e, mesmo jovens, temos muito a contribuir com ideias, energia e responsabilidade. (...) Muitas vezes, a gente associa a política apenas a debates e disputas partidárias, mas ela é, antes de tudo, serviço público.” O projeto Podem ser eleitos para a Câmara Jovem de Santos estudantes matriculados em escolas municipais, estaduais e particulares da Cidade, desde que estejam cursando entre o 9º ano do Ensino Fundamental e o 2º ano do Ensino Médio no ano da eleição. O processo eleitoral é conduzido pelas escolas inscrita. Cada uma recebe um manual do Legislativo após o término das inscrições. Podem votar alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. Os jovens vereadores são selecionados entre os candidatos das escolas com maior participação proporcional no processo de votação. São escolhidos 21 titulares — número que corresponde às cadeiras do Legislativo santista — e seus suplentes.