Passeios ocorrem de terça-feira a domingo, e ingressos são vendidos na bilheteria ao lado do Museu Pelé, com pagamento em dinheiro ou Pix (Alexsander Ferraz/AT) Os bondes turísticos que circulam pela região central de Santos levaram 50 mil passageiros em 1,6 mil viagens no primeiro semestre deste ano. Símbolos do resgate histórico e cultural da Cidade, eles oferecem aos visitantes a oportunidade de conhecer um lado de Santos além do das praias, percorrendo marcos arquitetônicos e culturais do Município. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Atualmente, cinco bondes circulam regularmente no trajeto, saindo a cada 20 minutos da Estação do Valongo. Principalmente agora, no período de férias, quando há mais demanda. Segundo o diretor-presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos, Antonio Carlos Silva Gonçalves, esse número é suficiente para atender os turistas enquanto os outros veículos passam por manutenção. “Oito bondes estão em manutenção, cada um em estágio diferente. Alguns só precisam de ajustes pequenos, outros aguardam restauração completa. São veículos muito antigos, e a manutenção é constante”, explica o presidente da CET. O acervo municipal tem 13 bondes e três carros ferroviários. Acervo municipal tem 13 bondes e três carros ferroviários, dos quais oito veículos estão em manutenção (Sílvio Luiz/AT) Tarifas e funcionamento O passeio custa R\$ 7,00 por pessoa. Crianças de até 5 anos não pagam, enquanto estudantes, professores e pessoas com mais de 60 anos têm direito à meia-entrada. Os ingressos são vendidos na bilheteria ao lado do Museu Pelé, com pagamento em dinheiro ou Pix. Os bondes trafegam de terça-feira a domingo e em feriados, com pausas apenas às segundas para manutenção nos trilhos. O intervalo entre as viagens varia conforme a demanda, mantendo-se os 20 minutos nos fins de semana e alta temporada. Percurso e novas etapas Hoje o percurso é de 1,5 quilômetro, com duração aproximada de 15 minutos. Ele sai do Valongo, percorre o cais até a Praça Mauá e retorna pela Rua do Comércio. Nos próximos dias, será entregue um trajeto estendido, de 2,3 quilômetros, até o Monte Serrat e o Outeiro de Santa Catarina, incluindo paradas para visitação. Até o fim do mês, o percurso deve chegar aos cinco quilômetros previstos, passando por pontos turísticos como a Câmara Municipal, o Teatro Coliseu e a Bolsa de Café. “Quando o percurso completo estiver pronto, vamos definir também outras paradas intermediárias, para que o turista possa descer, visitar e embarcar de novo.” Chegada de bonde português a Santos: incrementa-se linha há décadas (Carlos Nogueira/AT/Arquivo) Memória Antonio Carlos Silva Gonçalves afirma que os bondes não geram lucro e operam com tarifas simbólicas, subsidiadas pela Prefeitura, para garantir a atratividade do passeio. “O objetivo não é financeiro, é manter viva a memória do transporte e do Centro Histórico, atraindo turistas e santistas que, muitas vezes, não conhecem esse patrimônio”, afirma. Os desafios técnicos da operação são grandes: vão da adaptação de peças importadas ao alto custo das restaurações. “É caro, mas necessário para preservar a história da Cidade e manter o Centro sempre em movimento com o turismo cultural”, completa. Os veículos que circulam por Santos têm origens diversas: Escócia, Turim (Itália), Porto (Portugal), Nagasaki (Japão) e Votorantim, no interior paulista. Cada bonde é restaurado para preservar as características originais de sua cidade de origem. Há casos de adaptações temáticas, como o Bonde Pelé, adaptado em homenagem ao Rei do Futebol, e o Bonde Café, que remete ao produto que marcou a economia santista. “Além de apreciar as edificações do Centro, o turista anda num veículo histórico que já circulou em outra cidade do mundo, com as mesmas características e o charme de lá”, diz o diretor-presidente da CET.