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Segunda-feira

9 de Dezembro de 2019

Biblioteca Nacional tem santista na presidência

Rafael Nogueira está à frente de uma das maiores instituições do gênero no mundo

O santista Rafael Alves da Silva foi nomeado pelo Governo Federal como o novo presidente da Fundação Biblioteca Nacional. A portaria que ratificou sua posse foi assinada pelo ministro chefe da Casa Civil da Presidência da República, José Vicente Santini, no dia 29 de novembro, e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (2). 

Formado em Direito pela Universidade Católica de Santos (UniSantos) e pós-graduado em Educação pela Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), Rafael Nogueira (seu pseudônimo) leciona História e Filosofia há sete anos em escolas públicas, técnicas e privadas.

Tido como um simpatizante da monarquia, o novo presidente é pesquisador da História do Império do Brasil e um especialista sobre a atuação do José Bonifácio de Andrada e Silva no processo de Independência do país.

Integrante do Canal Brasil Paralelo, apresentado como a “maior plataforma de educação política do país”, Rafael é um discípulo do pensador Olavo de Carvalho, conselheiro do presidente Jair Bolsonaro.

Em Santos, integra um grupo que produz o programa de rádio chamado Hora Conservadora.

Considerado um influenciador digital, o santista tem mais de 27 mil seguidores em seu canal na plataforma YouTube e mais de 41 mil seguidores na rede social Twitter. 

Biblioteca Nacional 

A tarefa do santista é comandar uma das maiores e mais importantes instituições culturais do mundo. A Biblioteca Nacional é a depositária do patrimônio bibliográfico e documental do Brasil, considerada pela Unesco uma das dez maiores bibliotecas nacionais do planeta e a maior da América Latina. 

Entre suas responsabilidades, incluem-se as de preservar, atualizar e divulgar uma coleção com mais de 9 milhões de peças, que teve início com a chegada da Real Biblioteca de Portugal ao Brasil e cresce constantemente, a partir de doações, aquisições e com o depósito legal. Até 1814, apenas os estudiosos podiam consultar a biblioteca e, mesmo assim, mediante autorização régia. Depois daquele ano, o acesso foi liberado ao público. 

Entre os programas da instituição, destaca-se a Hemeroteca Digital Brasileira, que reúne mais de 100 milhões de páginas digitalizadas de jornais e revistas, publicadas de norte a sul do país.

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