A consumidora também criticou a falta de fiscalização por parte das autoridades de vigilância sanitária (Arquivo pessoal) Baratas, sujeira e plásticos em vez de portas nas geladeiras foram problemas notados pela gerente de ótica Eliane Moretto, de 62 anos, que fez uma denúncia sobre as condições de higiene e manutenção do supermercado Extra, localizado na Avenida Pedro Lessa, no bairro Ponta da Praia, em Santos. Em relato para A Tribuna, ela contou que se deparou com esta cena no domingo (30). Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Eu fui ao Extra e encontrei barata morta, geladeiras que deviam estar fechadas com vidro, mas estavam cobertas com plástico, e a sujeira lá estava muito grande, muito grande. A situação é péssima”, contou Eliane. Além da sujeira visível, com poeira e bebidas jogadas no chão, a gerente também destacou a falta de cuidado com os produtos próximos das geladeiras. A indignação foi tamanha que ela fez questão de registrar o ocorrido e até procurou a gerente do local. No entanto, foi atendida por uma funcionária que não se identificou como a responsável pela loja. “Eu mostrei as fotos para ela e a resposta foi que iriam providenciar a limpeza. Mas isso é ridículo”, desabafou. A consumidora também criticou a falta de fiscalização por parte das autoridades de vigilância sanitária. “Cadê a vigilância sanitária? Isso é um descaso com as pessoas e com os consumidores”, afirmou. A mulher, que já havia frequentado o supermercado em outras ocasiões, deixou claro que não pretende mais voltar ao local devido às condições precárias. “Realizei algumas compras lá, mas agora não tem condições”, lamentou. Posicionamentos A Tribuna entrou em contato com a Prefeitura de Santos, que, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que não foi registrado nenhum comunicado à Vigilância Sanitária por meio dos canais oficiais. A Administração Municipal reforçou que situações como essa devem ser denunciadas formalmente pelo sistema da Ouvidoria Santos - telefones 162 ou 13 3213-7348, de segunda a sexta, das 7h às 18h30, pelo site ou pessoalmente no Paço Municipal (Praça Mauá, s/nº - térreo), das 10h às 16h, garantindo que a Vigilância possa tomar as medidas cabíveis para a devida apuração dos fatos. A Tribuna entrou em contato com o Grupo Pão de Açúcar (GPA), responsável pelos mercados Extra, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.