EDIÇÃO DIGITAL

Sexta-feira

10 de Julho de 2020

Baixada entrará com recurso para avançar para a fase amarela do Plano São Paulo

Caso seja reclassificada, será possível a reabertura, com restrições, de bares, restaurantes e salões de beleza na região

O Prefeito de Santos e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), afirmou que irá apresentar um recurso junto ao Governo do Estado para reclassificar a Baixada Santista para a fase amarela do Plano São Paulo de retomada econômica.

Na última sexta-feira, o governador João Doria (PSDB) anunciou que a Baixada Santista permaneceria na fase laranja da estratégia estadual, apesar da melhora dos indicadores apresentados.

Em sua live, na noite deste domingo (28), o prefeito santista afirmou discordar dos dados apresentados pelo Estado. Segundo ele, a Baixada tem os critérios para estar na fase amarela e que um novo recurso será apresentado ao comitê do governo do Estado responsável pelo Plano SP.

"Nos critérios de taxa de ocupação e leitos por 100 mil habitantes, estamos na fase verde. Nos outros três, que são número de óbitos, número de internações e casos confirmados, estamos na amarela. Segundo o estado, dos cinco critérios, estamos com dois no verde, dois no amarelo e um no laranja e, por isso, fomos classificados na fase laranja, o que não concordamos", argumentou Barbosa.

"Fizemos essa discussão e vamos apresentar nesta semana argumentações sobre a decisão, pois é importante estarmos na fase correta. Infelizmente, o Estado tem um sistema desatualizado, com informações defasadas, e isso acaba acontecendo. Eles demoram para enxergar aquilo que estamos vendo com antecedência", finalizou o prefeito de Santos.

O que muda na fase amarela? 

Caso a Baixada Santista fosse reclassificada nos critérios estaduais, as cidades locais sairiam do nível laranja (que sinalizava uma reativação econômica) para avançar mais um degrau na retomada gradual das atividades econômicas. Nesta etapa, comércio e shopping recebem autorização para ampliar a capacidade de público para 40%, com até seis horas diárias de funcionamento – até então, as regras estipulavam 20% de utilização dos espaços comerciais e até quatro horas de atividades.

Já bares e restaurantes poderiam funcionar, mas com capacidade limitada a 40% dos espaços e consumo apenas em áreas arejadas (somente ao ar livre). Regras similares se aplicariam aos salões de beleza e barbearia, por apenas seis horas diárias. A reativação desses segmentos antes da maior flexibilização por parte do Estado fez com que o Judiciário exigisse o recuo nas regras municipais.

Tudo sobre: