Bacia do Mercado com nova cor em Santos

Natália Brescancini e Fernando Góis usaram a técnica de lambe-lambe para expor um trabalho desenvolvido durante a quarentena

Uma intervenção artística levou cor e reflexão à região da Bacia do Mercado, em Santos. Neste domingo (13), os artistas Natália Brescancini e Fernando Góis, que integram o projeto Colaboradora Artes e Comunidades, iniciativa do Instituto Procomum, usaram a técnica de lambe-lambe para expor um trabalho desenvolvido durante a quarentena. As ações envolveram mulheres, crianças e jovens da área. 

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O lambe-lambe foi a linguagem escolhida pela dupla, mas as concepções e o caminho que cada um trilhou foram diferentes. A colagem de Natália foi intitulada de Aproximações, e, neste momento de pandemia, recorreu à tecnologia. 

O trabalho nasceu de vídeo-chamadas realizadas com artistas mulheres do projeto Colaboradora Artes e Comunidades. Durante as conversas, Natália ia retratando os rostos e cenários, imagens que serviram como base para as pinturas coladas. 

“No projeto, eu sigo com uma investigação, a partir das artes visuais, para entender a potência dos encontros entre as mulheres e mapear o território a partir do olhar feminino. E também sobre os desejos para este território que foram adaptados em função da pandemia”, conta a artista. 

Assim, as imagens, cores e desejos foram ampliados nas paredes dando a oportunidade a outras mulheres que passam pelo local se reconhecerem ou estabelecerem uma relação com a arte. No fim, aproximando todas elas, ainda que com a exigência do distanciamento social. 

Crianças e jovens

Já o trabalho de Fernando Góis teve início com a entrega – para crianças e jovens da Bacia do Mercado – de um kit contendo material de desenho, livro e um caderno com sugestões de atividades artísticas. 

“O projeto foi desenhado no contexto da pandemia, pensando nos jovens. Existe muito conteúdo sobre esse momento, mas para o adulto. Se fala muito que os pais estão loucos com as crianças dentro de casa, mas não se pergunta como está sendo essa experiência para as crianças”, conta Fernando. 

E foi por isso que ele ofereceu leitura, lápis de cor e papel para que os pequenos e jovens pudessem, não só passar um tempo de qualidade, como se expressar. “Uma mãe me agradeceu ressaltando que muitas crianças não têm o que fazer e estão, às vezes, numa casa de um cômodo com muita gente”. 

 

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