Imagens mostram entulho e o calçadão destruído na Praia do Embaré, em Santos (Arquivo pessoal) Dois meses após a forte ressaca que fez o mar avançar e danificar a orla de Santos, no litoral de São Paulo, moradores do bairro Embaré relataram para a reportagem de A Tribuna que o trecho da praia na altura da Rua Oswaldo Cochrane segue interditado e tomado por entulhos, causando dificuldades para acessar a faixa de areia. A Prefeitura se posiciona sobre os danos sofridos pelo calçadão. (Confira a resposta mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o engenheiro Isaac Singal, de 65 anos, a situação persiste desde julho. “Já estamos praticamente em outubro e absolutamente nada foi executado. O pessoal não pode acessar a praia. Os mais velhos não conseguem, quem trabalha também não, e não se vê nenhum movimento para resolver o problema (no calçadão)”, afirma. A esposa de Isaac, a psicóloga Marly Singal, de 64, lembra que a família aguardou por quase dois anos a instalação de uma rampa de concreto, construída no fim do ano passado. Hoje, no entanto, ela não pode ser utilizada. “Agora tem a rampa, mas não temos acesso a ela porque não tem calçada”, lamenta. Ela conta ainda que sua mãe, de 87 anos, usa andador e precisa da rampa para acessar a faixa de areia. Isaac destaca que, além da ausência de calçamento, o local apresenta acúmulo de lixo. Em imagens feitas pelo casal no domingo (28), é possível ver entulhos descartados no trecho. Posicionamento Em resposta, a Prefeitura de Santos informou que o trecho da orla conta com rampas de acesso à faixa de areia e com o programa Praia Acessível, disponível aos finais de semana e feriados, que oferece cadeiras anfíbias para banho de mar de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Sobre os reparos no calçadão, a Secretaria das Prefeituras Regionais (Sepref) afirmou já ter concluído serviços entre o Posto 6 (Avenida Bartolomeu de Gusmão, altura do nº 85) e o Aquário Municipal (Avenida Bartolomeu de Gusmão, altura do nº 159). As intervenções incluíram reparo em trechos da calçada, reposição de areia e limpeza. Já com relação ao trecho entre o Posto 6 e a Rua Oswaldo Cochrane, a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra) informou que elaborou elementos técnicos para contratação emergencial de uma empreiteira, com base em laudos da Defesa Civil. O processo, com valor estimado de R\$ 2,6 milhões, está em análise jurídica para contratação da empresa e execução “o mais breve possível”.