Associação dos Combatentes homenageou nove e lembrou Ernesto Tilly Júnior, ex-presidente falecido (Vanessa Rodrigues/ AT) Santos celebrou os 93 anos da Revolução Constitucionalista de 1932 com um ato cívico no Palácio José Bonifácio, no Centro, nesta quarta-feira (9). Reuniram-se políticos, representantes da Associação dos Combatentes de 1932 e descendentes de participantes do movimento que marcou a história política do Brasil ao reivindicar uma nova Constituição para o País. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A prefeita em exercício, Audrey Kleys (Novo), destacou em seu discurso a necessidade de valorizar os personagens dessa luta e de iluminar a participação das mulheres, que muitas vezes atuaram nos bastidores, mas também estiveram na linha de frente do movimento. “Lembrar este movimento é reconhecer a história de cada combatente, mas também jogar luz ao papel da mulher em todas as frentes — na confecção dos uniformes, na acolhida dos enfermos e até no combate direto. A Revolução também impulsionou o movimento do voto feminino, e foi a partir dali que tivemos a primeira deputada federal. É lembrar, reconhecer e avançar”, disse Audrey, em alusão a Carlota Pereira de Queirós, eleita em 1934 por São Paulo. Ela também ressaltou a presença de crianças e adolescentes na cerimônia como sinal da perpetuação da memória. Nakaharada: ideal republicano; Pimentel: vitória na derrota; Cypriano: reforçar símbolos (Vanessa Rodrigues/ AT) Homenagens Durante o ato, a Associação dos Combatentes homenageou nove pessoas. Um deles foi o comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar do Interior, tenente-coronel da Polícia Militar Fabio Nakaharada. “Essa medalha representa o ideal democrático e republicano de São Paulo, que se rebelou contra a tirania do Governo Federal e exigiu uma Constituição para reger a vida das pessoas, e não a vontade de governantes”, afirmou. Um dos participantes da cerimônia era Clóvis Pimentel Júnior, bisneto de um combatente que lutou no Vale do Paraíba. “É a única revolução em que os perdedores comemoram porque, apesar da derrota no campo de batalha, São Paulo venceu com a Constituição de 1934. Nossa família se orgulha de ter feito parte dessa história. Hoje faço questão de manter essa memória viva, como diretor de Comunicação da associação”, contou. Memória viva O presidente da associação, Murilo Cypriano, lembrou que a entidade completa 67 anos em 2025 e reforçou a importância de atos cívicos para manter viva a história da Revolução. “É preciso ensinar às novas gerações o que foram a Revolução de 1932, o Dia da Bandeira, o Dia da República. Só teremos um verdadeiro espírito de amor à pátria com civismo”, disse. Emocionado, Cypriano homenageou o professor Ernesto Tilly Júnior, que comandou a associação, morreu em junho e o inspirou a se engajar na causa. Para ele, além de lembrar o passado, é preciso reforçar símbolos nacionais no presente. “É inconcebível que monumentos em Santos não tenham bandeiras hasteadas. Precisamos embandeirar a Cidade e cultivar o amor à pátria.”