Ralos, lonas, pratinhos de plantas: são parte dos possíveis criadouros. Agentes percorrem Ponta da Praia (Raimundo Rosa/PMS/Divulgação) Fontes ornamentais, lonas, entulho de construção e, até, um caiaque: estes foram parte dos locais vistoriados nesta semana, em Santos, por agentes de combate a endemias e onde havia criadouros do mosquito Aedes Aegypti, transmissor de dengue, chikungunya, zika e febre amarela urbana. Iniciado na quarta-feira e a ser concluído na próxima semana, o primeiro mutirão de combate à dengue promovido neste ano pela Prefeitura ocorre em quatro áreas da Ponta da Praia. No bairro, o Índice Médio de Fêmeas Adultas (IMFA) do mosquito é de 1,13, crítico. O IMFA é calculado pela divisão do número de fêmeas capturadas do Aedes — pois são elas que transmitem doenças — pela quantidade de armadilhas para captura montadas em um bairro. Para comparação, índice abaixo de 0,15 é satisfatório; entre 0,15 e abaixo de 0,30, moderado; acima de 0,30 a menos de 0,60, de alerta; e, de 0,60 em diante, crítico. Na quarta, 65 agentes vistoriaram 883 imóveis, dos quais 92 de temporada, e eliminaram 65 focos com larvas do Aedes. Os criadouros foram encontrados também em ralos externos, baldes, lonas e pratinhos de plantas. No ano passado, os mutirões eliminaram quase 2 mil focos de larvas na Cidade. A chefe da Vigilância em Saúde, Ana Paula Valeiras, afirma também haver “uma conscientização educativa de quais são as ações que o morador tem que fazer para não ter mosquito dentro de casa”. Colaboração Apesar dos esforços, ainda há resistência à entrada dos agentes, principalmente em condomínios. Na quarta-feira, negou-se o acesso deles em 84 residências. Ana reforça a importância da colaboração da população, tanto na eliminação de água parada em recipientes quanto na autorização para a entrada dos agentes, que estão sempre identificados com jaleco verde e crachá da Prefeitura. Entre os dias 5 e 20, houve Avaliação de Densidade Larvária (ADL). O resultado sai na próxima semana. As amostras são analisadas em laboratório para o cálculo do Índice de Breteau, e o ideal é valor igual ou inferior a 1. Acima de 4 indica risco de surto, diz o Ministério da Saúde.