[[legacy_image_319106]] Após A Tribuna ter noticiado casos envolvendo o Complexo Hospitalar dos Estivadores, em Santos, na última semana, a equipe de reportagem recebeu diversos relatos por meio das redes sociais e canais de informação, como WhatsApp. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O primeiro caso de repercussão foi o de Denyse Alves Gouveia Ribeiro, de 26 anos, cuja filha nasceu morta e precisou ser reanimada. Por sua vez, a mãe perdeu o útero, as trompas e os ovários após o parto. O segundo caso foi o de Maria Jaine Viana Salviano, de 30 anos, que ouviu que seu bebê estava morto e precisava retirá-lo, entretanto a filha estava viva. Nas redes sociais de A Tribuna, foi possível verificar outros relatos, como os listados a seguir. Em um dos relatos, uma mãe diz que “grande foi o livramento, mas me gerou um trauma enorme”. Em outro comentário, uma outra mãe comenta que ficou três dias induzindo o parto. Ainda houve pessoas que se referiram ao complexo hospitalar como “matadouro”, “açougue” e “carnificina”. [[legacy_image_319107]] [[legacy_image_319108]] [[legacy_image_319109]] Em contrapartida, também há comentários exaltando a eficiência do atendimento hospitalar do Complexo dos Estivadores. Confira: [[legacy_image_319110]] EstivadoresApós a repercussão dos casos e dos comentários em redes sociais, a Prefeitura de Santos convidou a reportagem de A Tribuna para reunião com uma comissão dentro do complexo hospitalar. Estiveram presentes no encontro o secretário municipal de Saúde, que também é médico ginecologista e obstetra, Adriano Catapreta; o secretário adjunto de Saúde, Denis Valejo; a diretora interina do hospital, Francies Oliveira; o gerente médico, Luiz Otávio Abrantes, e o coordenador médico da Ginecologia e Obstetrícia do hospital, Francisco Lázaro Pereira de Sousa. À Reportagem, a equipe disse lamentar o ocorrido e se dispôs a esclarecer as principais dúvidas. “Nós quisemos falar com A Tribuna, porque casos isolados não podem tirar a excelência que o hospital tem. Claro que cada caso isolado é 100% com aquela família, eu sempre falo isso e nós damos toda assistência a essa família”, explica o secretário de Saúde. Catapreta ainda explicou que, apesar de "isolados", os casos não têm menos importância e que, por se tratar de uma maternidade que recebe uma alta demanda de gestantes, os incidentes estão dentro das estatísticas. “Para a família é um caso trágico e para nós também, a gente não quer que ocorra nenhum caso desse, mas a medicina tem a sua estatística ruim também”. Casos como de Denyse Alves Gouveia Ribeiro e Maria Jaine Viana Salviano seguem investigados dentro do hospital Em númerosA Prefeitura de Santos também compartilhou que, somente em 2023, o Complexo Hospitalar dos Estivadores registrou, até o mês de novembro, 2.365 bebês nascidos vivos, com taxa de parto cesárea de 43,5%. Nesse período, 778 (32,9%) recém-nascidos tiveram necessidade de internação em UTI Neonatal. No mesmo período, houve 10 óbitos, sendo 5 prematuros extremos e 5 por malformação de órgãos. "A estrutura física aliada a equipamentos de alta tecnologia, aos rígidos protocolos e à qualificação profissional da equipe foram fatores determinantes para que o coeficiente de mortalidade neonatal fosse de 4,1 por mil nascidos vivos (média nacional 8,4)", aponta a Administração Municipal. Complexo hospitalarA Tribuna ainda teve acesso à maternidade do hospital e conheceu as instalações do complexo, como a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. Ainda pelo tour, especialistas explicaram sobre os procedimentos realizados no hospital e mostraram fichas que pacientes e médicos preenchem em parto. Além disso, fizeram uma demonstração do parto a vácuo, que foi realizado em Denyse. A comissão do hospital ainda garante que segue todas as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. [[legacy_image_319111]]