Movimentação ocorreu na manhã deste domingo (27), mas sem sucesso (Reprodução) A imagem chamou a atenção de quem passava em frente à Catedral de Santos na manhã deste domingo (27). Apicultores que estavam no alto de um guindaste tentavam eliminar um enxame de abelhas que resolveu ocupar o topo de uma das torres da igreja, e uma empresa tentava remover as espécies. Porém, a missão não deu certo, de acordo com o padre José Miyalil Paul, pároco da igreja que fica na Praça José Bonifácio, no Centro de Santos. “Esse problema existe há muito tempo. A gente estava tentando desde o ano passado tirá-las para terminar a pintura da torre”, diz o religioso. Ele garante que não há risco para os frequentadores, por causa da altura da torre em relação ao solo. Em um vídeo, um dos profissionais da empresa que participaram da ação deste domingo explica as circunstâncias que favorecem a presença das abelhas. “O topo da torre está bem inclinado, talvez por conta de algum problema na colocação do andaime (durante as reformas realizadas no ano passado). O que dá para fazer é fechar com espuma expansiva, e, posteriormente, algum outro material, para que as abelhas não consigam entrar mais”, descreve. “O negócio é calafetar (vedar) todas as fissuras”. A Catedral A Catedral de Nossa Senhora do Rosário, construída em estilo gótico misto, é projeto do engenheiro Marx Hell, que também idealizou a Catedral Metropolitana de São Paulo, localizada na Praça da Sé, na Capital paulista. Feita em cobre, a cúpula não pertence ao estilo gótico, mas sim, ao renascentista. Dentro da igreja, há duas capelas laterais: a de Nossa Senhora de Fátima, que possui uma imagem da santa vinda de Portugal, e a capela do Santíssimo Sacramento, decorada com três afrescos do pintor Benedicto Calixto. A Catedral conta, também, com uma cripta. Lá, encontram-se túmulos dos bispos e sacerdotes de Santos, e o ossuário, que conta com 2 mil lóculos — cavidades onde são depositadas as urnas funerárias. A igreja, que recebeu o título de Catedral em 1925, foi inaugurada em 4 de outubro de 1924, inacabada. Conforme a Diocese de Santos, as obras terminaram em 1967. Desde então, a Catedral de Santos se consolidou como o principal cenário das comemorações católicas da Cidade e da região.